Uma Louca Festa de Chá |
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005
I am the Cheshire Cat
and the Sun is 3º in Pisces which means Miss Water Violet turns 26. Happy Birthday! ![]()
I am the Cheshire Cat
and, Hatter, have you noticed who killed himself last night? The author of the book Fear and Loathing in Las Vegas. By a strange coincidence it has been playing at This Mad Tea Party an excerpt of the movie's original soundtrack in which we can hear Hunter S. Thompson, as played by Johnny Depp. First, one of the Jefferson Airplane's member and now Hunter S. Thompson... I wonder what you are up to...
Sibyll III - Kenneth Armitage at Tate Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005
I am the Cheshire Cat
and while strolling, once again, through Tate I found this I shall present it as gift to Lady Catarina
Madame Suggia - Augustus John OM at Tate Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005
I am the Cheshire Cat
and of course I knew of Alice. I am ever grinning at her. Welcome to That Side of The Mirror. As you are Here.
Wake up Alice dear - Graham Ovenden at Tate
Chesh, lembras-te da miúda que apareceu aí um dia? Aquela do chapéu, que gostava de adivinhas?
Renasceu. A mãe é aquela minha amiga de que te falo às vezes, a Margarida. O pai chama-se Zé Mário. Ela, Alice. Lembras-te de certeza, sei que sim. Até já devias saber do seu renascimento. Vê se encontras algo na tua Tate para lhe oferecer. Eu encontrei isto para celebrá-la. Alice at A Mad Tea Party - Fotograma de Jonathan Miller's Alice in Wonderland Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005
Eu não sou eu
Nunca fui Desde as memórias primeiras Nunca fui Sou algo que é corpo, à vez Ferramenta, um utensílio Um algo que pode ser mão E manejado Um algo que pode ser peão E enviado À vez sou espírito, não corpo Não este corpo. Ou o teu Mas uma vontade qualquer deles E um confidente. Um extático dos corpos Que, à vez, não sou Eu não sou eu Não me nomeio Não há o que nomear. Não se nomeia Este plúrimo que evolve E se dissolve. Desse Lado do Espelho, Portugal, Lisboa, Príncipe Real
I am the Cheshire Cat
and you felt this did you not? You pick up the most amazing energies, Hatter. And you called for a Requiem, fair it was. I leave me own homage to one of the White Rabbit's creators
Sir Eduardo Paolozzi Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005
I am the Cheshire Cat
and I might as well leave you with the lyrics to the song now playing at This Mad Tea Party A bow if you will. And awe. White Rabbit One pill makes you larger And one pill makes you small, And the ones that mother gives you Don't do anything at all. Go ask Alice When she's ten feet tall. And if you go chasing rabbits And you know you're going to fall, Tell 'em a hookah smoking caterpillar Has given you the call. Call Alice When she was just as small. White men on the chessboard Get up and tell you where to go And you've just had some kind of mushroom And your mind is moving slow. Go ask Alice I think she'll know. When logic and proportion Have fallen sloppy dead, And the White Knight is talking backwards And the Red Queen's off her head Remember what the dormouse said: "Feed your head, Feed your head" Jefferson Airplane
I am the Cheshire Cat
and the Hatter is back! Good to feel you my mad friend. I've just recently put The Beta Band song...but since you want the music...I shall accomodate you. And I will even share another surprise I brought from London especially to you. Just to show you I am not all Tate. Now playing at This Mad Tea Party Jefferson Airplane - White Rabbit (with a twist)
Seamus Heaney by Peter Evans (1987-8) at The National Portrait Gallery to my good friend the Mad Hatter
Creio que a humanidade reside aí
Entre o corpo e os deuses Algures nos segredos da carne e do espírito Se há-de encontrar a natureza do homem Enquanto dor que desfalece. Ou encanto moribundo Enquanto medo e fé. Há-de ser aí Algures no sangue, na pele, nos pulsos que pulsam. No absoluto espaço que medeia o corpo e a consciência Um insterstício próprio, um intervalo original Onde tantas vezes dormem deuses Sonhando a origem dos homens, as suas qualidades Biliares e sanguíneas Própria é a humanidade das coisas Como as coisas o podem ser. E dos deuses somos homens Algures Um corpo Algures Em deuses E por dentro deles, nas suas entranhas - como nas nossas Havemos de agarrar humanidade, à cabeça Ou prosseguir sem perceber Toda a fome e toda a sede contêm a sua própria explicação. Desse Lado do Espelho, Portugal, Tancos Chesh, I'm back. Play the music, will you?
A Parábola do Caminhante e do Estranho
Um dia um caminhante preparava-se para atravessar um rio, na sua já longa jornada, ainda com muito pela frente. Ao chegar a meio da travessia uma corrente levou-lhe o pé e arrastou-o para um redemoinho, onde, rapidamente, foi puxado para o fundo. Estava prestes a morrer afogado quando um estranho que passava saltou à água e o salvou. O caminhante agradeceu-lhe e disse-lhe que lhe devia a vida. O estranho respondeu que o caminhante não lhe devia nada. Como ambos se dirigiam para Leste resolveram fazer o caminho juntos. E assim foram caminhando durante alguns dias até que chegaram a um profundo abismo, impossível de saltar, pois a outra margem ficava a mais de quinze metros. O caminhante disse ao estranho que o melhor seria caminharem ao longo do abismo até encontrarem uma ponte ou um local mais estreito. O estranho respondeu-lhe Dá um passo em frente. O caminhante sorriu da brincadeira. Mas o estranho manteve a mesma expressão e repetiu Dá um passo em frente. O caminhante disse Se o fizer cairei e morrerei. Nada temas replicou o estranho Dá um passo em frente. Atravessa para o outro lado. Confia em mim. O caminhante disse Não é que não confie em ti mas se der um passo em frente cairei e morrerei. Nesse caso disse o estranho não acreditas em mim. Ou achas que desejo que morras? Não, não creio respondeu o caminhante pois salvaste-me a vida. Confio em ti mas não posso dar este passo. Porquê? perguntou o estranho. Porque morrerei repetiu, mais uma vez, já desesperado, o caminhante. Não confias, pois, em mim. Achas que te quero enganar ou que, porventura, serei louco? perguntou o estranho. Não, claro que não. Mas é impossível concluiu o caminhante numa voz sumida. Então o estranho sorriu e disse-lhe Se te revelar que sou Deus e te pedir para dares um passo e atravessares acreditarás? e nisto uma oliveira nasceu e cresceu até adulta ao lado do estranho. O caminhante assustou-se olhando o estranho e ficou hirto perante ele. Após algum tempo disse Vou atravessar. Mas o estranho disse-lhe Agora que sabes que sou Deus, dispões-te a atravessar. No entanto, antes de saberes que era Deus já poderias ter atravessado. O estranho replicou que agora que sabia que o estranho era Deus acreditava que nada lhe podia acontecer. O estranho disse Agora que te disse que sou Deus já não precisas de acreditar, pois agora sabes. E o saber mata a fé. Se sabes não podes acreditar. E nisto o estranho atravessou o abismo como se caminhasse sobre uma ponte invisível. O caminhante deu um passo, tremendo, e caiu. Enquanto mergulhava no abismo ouvia Um passo de fé não se confunde com um passo de saber.
Deste Lado do Espelho Terça-feira, Fevereiro 08, 2005
I am the Cheshire Cat
and I've been here, these last days. Still am. Where are you, Hatter?
Trees in Sun, Cyprus - David Bomberg at Tate Thank you Carol |