Uma Louca Festa de Chá |
Domingo, Outubro 31, 2004
Os lugares
As palavras A morte O que têm em comum? E as gaivotas? Desse Lado do Espelho, Portugal, Praia Grande Sexta-feira, Outubro 29, 2004
Já viste Chesh?, já tens companhia...
És tu com a astrologia e a Yurei-San com o tarot. A Solar não podia estar melhor rodeada... Desse Lado do Espelho, Portugal, Lisboa, Bairro Alto Quinta-feira, Outubro 28, 2004
Quarta-feira, Outubro 27, 2004
Domingo, Outubro 24, 2004
Sexta-feira, Outubro 22, 2004
EM ALVOROÇO
Quem trouxe a vida em alvoroço? Agora a terra distante aproxima-se brilhando nas mãos As fontes descem sobre a sede Nas encostas lançam-se os desejos: que nasçam cidades no peito! ![]() Terça-feira, Outubro 12, 2004
A poesia volta dentro de algum peito...
arremessado das ruas ao céu. Tudo é sempre outra coisa. Um fogo qualquer invisível. É sempre outra coisa. Não há chamas nem vermelhos Só negros tons e azuis Mas há o fogo por dentro dos peitos Das paredes velhas e moribundas E há fogo nas traseiras do céu E mesmo que não se pareça, nem seja Fogo Como se há-de chamar aquilo que queima? A poesia em volta fora dos momentos Ou chama-lhe fogo, mesmo que não seja Ou não lhe chames nada. O que é um nome? Já tantos o disseram:nada E, no entanto, para chegar aos outros houve tantos dias em que só um nome tive E não era o meu. A poesia volteia-se dentro de momentos Também os gatos e os legumes refogados E este poema mesmo, o desejo que seja tanto poema, como fogo. Mesmo que tudo isto sejam nomes E um nome não seja nada Ou contra. Tudo. A POESIA VOLTA DENTRO DE MOMENTOS Domingo, Outubro 03, 2004
Nesse lugar de luz vagarosa
vi o teu ventre tornar-se herói do sonho e voar alto, perto da lua Se o luar não faltar hoje à noite irei por aí fora em festas de altares que nos chamam pela pele sedenta de Tudo ![]()
E se todas as flores morressem hoje
Eu digo E se todas as flores morressem hoje Se nos matássemos de raiva Eu digo E se não quisessemos mais viver E se todas os bichos do mundo morressem hoje Eu digo E se esta madrugada não terminasse Se nos afastássemos de todas as pessoas passageiras Eu digo E se nos deitássemos para morrer Se não fizéssemos mais perguntas Eu digo E se nos entregássemos ao mar Se nos deixássemos pelas falésias? ![]() |