Uma Louca Festa de Chá |
Quinta-feira, Setembro 30, 2004
Terça-feira, Setembro 28, 2004
I am the Cheshire Cat
And could you have thought to hide your new place from us? The New High-Fidelity
Twin-Tub with Guitar - Bill Woodrow at Tate Segunda-feira, Setembro 27, 2004
Sexta-feira, Setembro 17, 2004
Sinto o absinto nos teus olhos, nas tuas veias
Infusão artificial de Deus As verdades, as vidas, as vestes As violências que nos permitimos As ilusões que tomamos Não nos deixais cair em solidão... Deste Lado do Espelho Quarta-feira, Setembro 15, 2004
De António Maria Lisboa
POEMA DO COMEÇO Eu num camelo a atravessar o deserto com um ombro franjado de túmulos numa mão muito aberta Eu num barco a remos a atravessar a janela da pirâmide com um copo esguio e azul coberto de escamas Eu na praia e um vento de agulhas com um Cavalo-Triângulo enterrado na areia Eu na noite com um objecto estranho na algibeira -trago-te Brilhante-Estrela-Sem-Destino coberta de musgo ![]() Terça-feira, Setembro 14, 2004
I am the Cheshire Cat
The Hatter remained closed inside his house today. But he must see how you are flourishing this Mad Tea Party! Such energy! And I thank you, dear Solar for posting such a wonderful photograph of myself... (grin) Here is something to you... for we are many things
Three Figures Pink and Grey - James Abbott McNeill Whistler at Tate Domingo, Setembro 12, 2004
Um passeio no País das Maravilhas
Olha o Cheshire Cat a beber golos de mar enquanto rema entusiasmado e canta abrasando fogueiras em portos desconhecidos... ![]()
PROXIMIDADE
Aproximam-se gestos possuídos de danças que acordam o floreio das ruas Escuta a avalanche do corpo feita de toques reencontrados O peito rompe os dias libertando mundos que agora principiam ![]()
A TUA ESCRITA
Nas sílabas cobertas de tinta propagam-se as cidades que transportas contigo O movimento interior vai sendo decifrado no combate dos sentidos que surgem na caligrafia ávida A voz que reina no sangue é um cantar alimentado pela lavoura que irrompe dos teus passos aventurados A mão guia o puzzle de palavras esculpidas de promessas que enchem os teus voos ![]()
EM TORNO DO VENTO
Penso no vento atravessado de luz que alastra em teia brincando com o pó dos caminhos Inunda as viagens acompanhando o ritmo das pegadas Vai no interior dos pássaros assoprando melodias de celebração ![]() Sábado, Setembro 11, 2004
De Albano Martins...
QUATRO PERGUNTAS, SEGUIDAS DE UM EPÍLOGO, AO ESCULTOR JOSÉ RODRIGUES 1. Tens na ponta do lápis uma chave para abrir o poema. Por onde é que ela o abre? 2. Se um besouro de asas translúcidas entrasse agora no poema - tu deixavas? 3. Sabes como se esculpe um poema fechado a sete chaves? 4. E se uma pomba roçasse o ângulo raso do poema - prendê-la-ias? Tu que esculpes com mãos de água o corpo e a sombra dos dias. ![]() Quinta-feira, Setembro 09, 2004
DESCEM AS PALAVRAS
Descem as palavras em sonoros cantares Palavras outrora fechadas em frechas de escuro Descem em lume abrindo rumores de Verão As suas raízes são fogo aceso de respiração ofegosa Descem as palavras plenas de sabedoria desprendidas do mundo Aves subindo nos espaços livres ![]() Quarta-feira, Setembro 08, 2004
I am the Cheshire Cat
And with Solar back and the Hatter on photography I can finally dedicate myself to the stars For now a big purr for Miss Solar
The Colour that was there - Gillian Ayres at Tate Terça-feira, Setembro 07, 2004
O Rapaz a Preto e Branco de Arco-Íris Por Dentro
começa hoje a ser homenageado com Variações de Maria
Maria #1 - para o Pedro S.
ROSTOS
Por cima dos meus dias inclinam-se rostos Vêm em gestos de folhas desprendidas voando o avivar da mente Rostos jorrando palavras no começo das mãos agitadas até ao final sereno dos pés Dão alento em forma de despertares fogosos Cobrem os cantos abertos pela distância Partilham sementes e o início de pontes ![]()
Se o corpo fosse céu calcário, gotas de água e pedras...
Se fosse também orvalho e pétalas... De Carlos de Oliveira: O céu calcário duma colina oca, donde morosas gotas de água ou pedra hão-de cair daqui a alguns milénios e acordar as ténues flores nas corolas de cal tão próximas de mim que julgo ouvir, filtrado pelo túnel do tempo, da colina, o orvalho de um jardim. Imaginar o som do orvalho a lenta contracção das pétalas, o peso da água a tal distância, registar nessa memória ao contrário o ritmo da pedra dissolvida quando poisa gota a gota nas flores antecipadas Se o poema analisasse a própria oscilação interior, cristalizasse um outro movimento mais subtil, o da estrutura em que se geram milénios depois estas imaginárias flores calcárias, acharia o seu micro-rigor. ![]() Segunda-feira, Setembro 06, 2004
I am the Cheshire Cat
and there is not a better surprise than to see the Lady of the Wonderland coming back Hello Solar! Welcome back!
Volictà astratta - l'auto è passata - Giacomo Balla at Tate Sábado, Setembro 04, 2004
Sexta-feira, Setembro 03, 2004
O FOGO DA TERRA
Não me esqueci dos rumores da terra que acendem as pupilas Os olhos são aves que atravessam a fúria dos céus: o desejo fala-nos Traz a luz que cerca as colheitas que crescem nos vales de clarões ![]() |