Uma Louca Festa de Chá |
Quinta-feira, Abril 29, 2004
Terça-feira, Abril 27, 2004
Fui ao Outro Lado do Espelho, no Domingo passado, ver as vistas.
Em Portugal comemoravam-se os trinta anos da Revolução que acabou com o regime totalitário e autocrático de Oliveira Salazar. A revolução foi preparada e influenciada pelas forças de esquerda, comunistas e socialistas, de inspirações várias. Talvez isso explique por que lá encontrei a Duquesa.
Do Outro Lado do Espelho, Portugal, Lisboa Segunda-feira, Abril 26, 2004
I am the Cheshire Cat
and my dear, dear girl from the sea I have watched the skies, read your chart. I have smiled and cried on Pluto conjuncting your ascendent: this is a time of breakdown for regenaration, both physical and mentally. I have pondered at Pluto trining your Saturn: much meditation will overcome you. I have shivered at the sight of Neptune squaring your Moon and Mercury: much fog in your desires, needs and emotions. Everchanging inner world. I have enjoyed finding Neptune trining your Venus: the finding of unselfish, spiritual love. All things must seem filled with beauty. Much happiness I felt upon looking at Uranus trining your Sun, Mercury and Jupiter: a new person you are becoming. I nodded at Saturn trining your Sun and Mercury: for all Power comes then. The spiritual guidance is at hand. I frowned at Saturn squaring your Venus: much weight upon your shoulders. When finally I look at Saturn conjuncting your Jupiter all is clear: one will get what one gives. It is a time to look back but move ahead. Tough all the world is rocking, I assure you, by the stars: you shall pass this Night, sweetest girl from the sea.
And so I leave you with... Hope - George Frederic Watts Domingo, Abril 25, 2004
I am the Cheshire Cat
and I grin at Antony Gormley. We shall go see him. I shall invite a new friend, that grins at art too.
Untitled (for Francis) - Antony Gormley
Enquanto contas e não contas, Chesh, havemos de ir ao Outro Lado do Espelho.
É que um dos nossos preferidos está a exibir uma retrospectiva na Gulbenkian. Antony Gormley. Já não o vejo há não sei quanto tempo. Nunca aparece. Mas tem aquele talento louco para me lembrar do corpo. Logo eu que nem acredito muito nele... Quinta-feira, Abril 22, 2004
Terça-feira, Abril 20, 2004
I am the Cheshire Cat
and of course I can draw Sofia's astral chart, Hattie, if she would give me her data. Aries I know she is, no surprise (grin) nothing more. We are all crazy here... ...and now playing at This Mad Tea Party Is it really so strange? - The Smiths From the Tate and one of my favourite painters
She shall be called woman - George Frederic Watts
Xobineski Patruska
Chesh, já reparaste que no Sábado fez anos a nossa Sofia? Bem que lhe podias oferecer o mapa astral... ou alguma coisa de interessante... puxa por essas listas Gato. Parabéns Patruska Liddell, eis a minha prenda. Para além de uma chávena de Darjeeling. A existência principia por ser a escuridão Dos olhos fechados Todas as pálpebras se cerram em busca de respostas Tremem as órbitas em cores de íris Mas a escuridão perpetua-se, contínua É o rosto inteiro, desejo que temos de um fervor desconhecido De um modo que não sabemos, não se pensa Acha-se um barco ¿ no tremor contínuo ¿ Confunde-se um obelisco com a resposta da escuridão As manhãs conhecem-se por um instante, um pássaro levanta voo Sonha-se Como uma criança que cresce nas memórias mais antigas Assim se arde em tempo frio Embora arda, a solidão O medo contrái-se, a luz torna-se menos Importa É o sentir do tempo passando Nao. Talvez seja o sentido do tempo por vir Pois todo o presente é uma morte presente Não há presente só, solidão apenas Todo o presente é causa de perdição Morte Só o futuro tem vida, as veias podem ainda ser de sangue E não de fogo Amansemos a solidão numa voz interior Nas cavernas bifurcadas do pensamento Desvelando-se vertiginosas em pesadelos incontroláveis Como se fossem, afinal, humanas Não somos, respiramos já. Jade. Eis que se revela a verdade Não já a humanidade. Não jade. Grito. Grito escuro. E um gesto de tremura louca Um abraço aos lírios moribundos. Petrificados de dor. Ainda quentes Assim, ou então, ao contrário. Um corpo violento de violetas apardalantes, esvoaçantes Afugentando-me a dor, belos céus levados, eivados de nuvens Violentos de ventos e fugidios de fúrias. A alma Eis a alma. Cem os olhos. É uma barca negra. Nada mais A alma é uma barca. Pequena. Esguia Os sons mantém-se. Há sempre um som. Mesmo o mais encantado Pois todo o universo se fez de uma apurada razão De barcas em mandíbulas brutas, fugindo as barcas Da saliva doente, apodrecendo as mandíbulas, rasgando Se fizeram as barcas à escuridão, ao princípio da dormência do Tempo Tudo em então. Agora tudo é agora! A escuridão apenas permanece nas pálpebras cerradas O sorriso desenha-se: não há respostas Imagino uma casa nesta escuridão Como se a escuridão não fosse nunca mais que nevoeiro E a casa não o fosse mas castelo Irradiado de luz numa escuridão sorridente com fantasias silenciosas Ou marcos de sol entrevistos demais ¿ tudo é muita coisa A verdade é muita coisa Voltemos à escuridão, aos olhos cerrados Sem vontade de voltar, de percorrer o líquido aquoso das perguntas Se dizes mergulhar é porque não desejas estar só Nunca ninguém está só. A escuridão não me permite só A escuridão e eu Há sempre algo mais Os sons longínquos, as metáforas ocultas, a viagem na estrada invisível O obelisco sangrando e florindo. Sinónimos Triste, penso. Alegre, almejo. Tu e a verdade Embrenho-me de nós. Viagem para dentro da íris Despedaçando as cores à passagem. Castanhos, verdes, azuis. Outra combinações. Buscamos a linfa, o sangue. Tecido vivo. No esforço da íris Um passo pela página, a tombar ao outro lado Escorrem as letras e o vinho e a areia imaginada As sombras secaram nas clepsidras E os nenufares tornaram-se danças. Na mais completa escuridão Quero, antes de mais, cegar-te. Tornemo-nos iguais Não te permitas cerrar os olhos. Abandona o teu corpo à sorte da fé Toda a escuridão é uma fé encaminhada À maneira de um pastor obscuro, iniciado Cajado na mão, encasacado ao frio e à filosofia Recostada nas suas bainhas, habitando a sua gola Todo o ponto obscuro desconhece a barca A Terra e o Mar só se buscam na praia Tudo o resto é um choro, seco, despojado Um choro assim mesmo A escuridão, a luz. As duas mãos. Devo explicar-vos Há a luz que é inexplicável. Mata-se a ciência que o negue Toda a luz é um mistério Um mantimento precioso. Um pedaço de pão faminto A escuridão é uma verdade evidente Habituada ao silêncio, ao sangue, aos lábios Aos poros lentos, em volta Todos os títulos são revoltas Treme-se na escuridão. Trema-se então Também se for, se formos ao chão Como será o chão da escuridão? Ão, ão, um cão. Meu deus! Há um cão na escuridão... O Medo, com letra grande é primo do Segredo com S grande Por parte do pai é meio irmão. Degredo e confissão Assim se faz a triste história do Medo e do Segredo Primos por partes do Desejo e Confusão Toda a noite é um prefácio ébrio Haverá de explicar-se a escuridão e embebê-la de nuvens e entranhas Luas cambiantes Ainda mantenho os olhos cerrados O obelisco perdi-o As barcas partiram O pastor escondido na planície perdeu-se O rio afasta-se dele, natural Ão, há ainda um cão Sempre haverá um cão. É a ima-gina-ção Pois cão nunca tive ou pretendo. O cão quer-se livre O poeta e um cão. Assim aprendo. E um bordão Deixem-me assim. Voltemos à escuridão Mas alguma vez a deixámos? Do Outro Lado do Espelho, Estocolmo, Suécia Segunda-feira, Abril 19, 2004
I am the Cheshire Cat
and as the sun moves into Taurus, today there is a New Moon and a solar eclipse still in Aries. Much energy freely wandering. Worry not Hattie, you are what you are. Mad as mad can be means to look and truly see. ![]() Sexta-feira, Abril 16, 2004
Como se convoca e se aprende a humildade, perguntaste-me um dia, Gato. Lembras-te?
Pelo tamanho do meu chapéu deverias saber que humildade é algo de tão pouco aplicável à minha fatiota, como a humidade à chuva. Não há loucura que seja humilde ou soberba, por isso gosto tanto de ser louco. Mas sim, Chesh, meu Gato multicolor sorridente, tenho as minhas formas de não me amortalhar em quimeras sobre mim mesmo. Acho que é uma forma de me preservar enquanto fantasia. Que sou. Quando me arvoro demais em mim, no que faço, no que bebo - no que escrevo, perguntaste tu um dia - convoco um outro duende e assim convoco a humildade. Assim me apercebo como longe estou da perfeição cristalina e soletrada da beleza pura das palavras no acasalamento encaixado das imagens: as mais sublimes metáforas, a mais sublime poesia. Vou ao poema décimo terceiro e ponho-me a ler. E no seu meio toda a humildade se torna acontecer. Renovo estes versos nos meus lábios, reaprendo num só instante a língua e de novo sei o quanto da mesa ainda terei de rodar, o quanto de chá ainda terei de beber, quantos desaniversários celebrar, até atingir a sublime e serena exaltação das palavras reveladas, por sabidas e amadas: António Franco Alexandre, Duende, 13 [...] Que vaga rima me permite agora desenhar-te de rosto e corpo inteiro se só na tua pele é verdadeiro o lume que na língua se demora [...] Perfeito, Chesh. Perfeito. Deste Lado do Espelho
Bebi todas as madrugadas quentes
Mesmo quando o corpo se contorcia de saudades. As visões tornaram-se ausência Um deserto todo. Nada. As horas tinham a duração de um olhar tombado na escuridão. Os viajantes pesados, andrajosos Povoam a minha mente, aglomeram-se na minha nuca Tenho na minha cabeça um grito multiplicado que arranha Só viagem me havia de tornar. Por todas as superfícies através de todos os sentidos. Fugindo ao mundo, pelo mundo. Metido a ele dentro para dentro dele fugir. Esquecendo-me dos dias, perdendo as noites Bebendo as madrugadas. Solitárias Com um copo acreditando convocar Uma outra forma de poder sorrir outra vez E dormir um sono sereno, Desde a boca da noite, pelas costas da manhã Ao peito do meio-dia. Do Outro Lado do Espelho, Pedrógão do Alentejo, Portugal Quarta-feira, Abril 14, 2004
Chesh, tenho andado muito pensativo. Muito pouco chamado pelos reflexos do Outro Lado do Espelho.
Hoje, sem exemplo, ocorreu-me como seria o caminho de minha casa a casa da Duquesa se Azul caísse sobre tudo. Deste Lado do Espelho Terça-feira, Abril 13, 2004
Quinta-feira, Abril 01, 2004
Sabes o que te digo Chesh?
hoje pensei muito nele, como no Piper...afinal todos estamos vivendo o mesmo Para buscar al duende no hay mapa ni ejercicio. Assim disse o louco do Lorca na sua Teoria y Juego del duende
La llegada del duende presupone siempre un cambio radical en todas las formas sobre planos viejos, da sensaciones de frescura totalmente inéditas, con una calidad de rosa recién creada, de milagro, que llega a producir un entusiasmo casi religioso.
I am the Cheshire Cat
and today I grin on the seventh house Uranus. Join an Aquarius and you shall soothe the rambling effect of the titan in the seventh house. Any other sign you choose to share will be at odds with Uranus in the house of parterships. ![]() |