Uma Louca Festa de Chá |
Terça-feira, Julho 29, 2003
Epitáfio
Você é assim um sonho pra mim e quando eu não te vejo Eu penso em você desde o amanhecer até quando eu me deito Eu gosto de você, eu gosto de ficar com você Meu riso é tão feliz contigo o meu melhor amigo é o meu amor Da gente cantar, da gente dançar e a gente não se cansa De ser criança da gente brincar da nossa velha infância Seus olhos meu clarão me guiam dentro da escuridão Seus pés me abrem o caminho, eu sigo e nunca me sinto só Você é assim um sonho pra mim quero te encher de beijos Eu penso em você desde o amanhecer até quando eu me deito Eu gosto de você e gosto de ficar com você Meu riso é tão feliz contigo o meu melhor amigo é o meu amor E a gente cantar e a gente dançar e a gente não se cansa. De ser criança da gente brincar da nossa velha infância...
Requiem
Durante um sofrimento de dois anos repeti-te várias vezes que a dor não é absoluta e que é para todos. Nessa altura não te vi com a clareza com que agora o afirmas também. E se agora já a tens e não corrijes os teus erros, de facto, a palavra é ingratidão. Não conheço outra. Por essa altura em nome do amor, nunca é demais repetir a palavra, se a sentimos, suportei a tua dor e tornei-a minha. Acompanhei-te diariamente e recebi, um dia, umas linhas com agradecimentos e desculpas. Outro há que é louvado, que tu dizes que te valorizou, que dizes que é o único que compreende pelo que passaste nesses dois anos. Mas ele não esteve lá nesses dois anos. Eu estive. Eu. E quanto ao existencialismo...falta-te aprenderes a sua maior lição...a existência é responsabilidade. Perante nós e perante os outros. E não o fazer o que muito bem nos apetece e dizer que é a vida, que calha a todos... pelo menos foi isso que eu aprendi quando li os existencialistas... Tens razão...não há dor absoluta, eu sei e disse-to. De que serviu? E a dor é democrática, eu sei e disse-to. De que serviu? Serviu para me abandonares. Esta Louca Festa de Chá, para mim, acaba aqui.
TUDO PARECE TÃO ESTRANHO
MAS A ESTRANHEZA É O PRIMEIRO PASSO PARA A NÃO-ESTRANHEZA E QUANDO DEIXA DE SER ESTRANHO PROCURA-SE OUTRA ESTRANHEZA PORQUE A FOME APERTA NOS NEURÓNIOS ![]()
Ouvi dizer que o pessoal aqui é todo louco, ora aqui está um ambiente familiar,
enfim, já cá ando há alguns anos, com o mundo nas mãos, a aturar a minha existência, e que grande responsabilidade, às vezes dá vontade de o deixar estatelar-se no chão, mas o pessoal tem-se aguentado, às vezes não dá muita vontade, mas isto de existir calha a todos, e é bem fodido!!! ![]()
A Floresta tirou umas férias porque as raízes começaram novamente a
inchar desmesuradamente. A última vez que a vi estava que não se podia... ![]()
Os animais da Floresta piraram-se todos com tamanha confusão e agora
vim eu para aqui, o Chavali, tentar reequilibrar aqui a malta... ![]()
askhfwgfgfklfj I arg!!!! am the Ches askdjafkj wefkl hire Cat
and this is the Moon in Cancer "Once you have established a relationship, although the quality and nature of your love may fluctuate considerably, it will never die." from our friends at astrodienst Respect. The difference.
Agora fiquei com vontade de uma desgarrada. Vou aproveitar as tuas palavras como mote.
Dedico as minhas ao Chapeleiro. Foi ele que me ensinou isto. Ou fez ver...ele é parteiro.... Sabes que irá passar? Passar o quê? O que já passou? Sim, já passou, que te direi? Que sofri, que quis, que amei... Sabes que irá passar o quê? A dor da perda, da falta, do vazio? Essa dor não é a dor que amedronta Há uma outra....a ter em conta... Sabes que irá passar? Essa outra dor? A dor de ter passado a dor e ter passado também...todo o amor?... Porque se a dor passar passou a morte Sobre o sentimento que um dia senti... Então foi sorte. Sabes que irá passar? Como? Passou-te a ti? Mas eu não o quero fazer Prefiro esta dor da perda Do que a dor de te esquecer Sabes que irá passar? Pois sabes o que te direi? E se passar? Passou tudo e não amei. Mas eu amei e não vai passar Não sou assim e não sei se és Mas sabes o que direi o que já esperas Um óbvio que entrevês... Mas não percebes que não passará Nem sabes o que direi pois nada direi Que posso dizer além do que sempre te disse? Sempre te amei. Sabes que irá passar? Ou desejas que passe? Sabes que irá passar? Ou desejas que diga? O que já esperas o que é óbvio Para ti talvez Mas para mim o que é óbvio Tu não vês... Sabes que irá passar?... Talvez tenhas razão... Mas e se não passar? Enterras-me tu o coração? Não meu amor Não vai passar O que sabes é mais um engano Olha dentro de ti Sabes bem que te amo. E se te amo E com outro estás Dizes-me que vai passar? Primeiro hão-de passar o caixão A terra e as pás. Não. Não vai passar. Porque havia de passar? Foi tudo leve, uma brincadeira? Para ti talvez, não para mim Sabias-me à vida inteira Diz antes: "desejo que passe Para poder viver melhor Que bom seria ouvir-te o óbvio: «Feliz sem ti ao meu redor»" Mas se esse é o teu desejo Sabe que não irá passar Eu quando amo como te amei Amo e fico a amar Por isso aceita como quiseres A dor que vou carregar Lá porque me esqueceste E não me amas eu vou-te amar Maria do Mar Floresta achei a tua quadra muito bonita e inspiradora. Não sei ao certo do que falas, da tempestade?, mas nem sempre passa. Nem sempre passa.... Não podemos menosprezar o sentimento-tempestade dos outros só porque já não é o nosso. Só serve para os fazer sentirem-se atacados e com raiva. Na vida, geralmente, as coisas que não passam são as que não queremos deixar passar. E não o devemos desejar só para nos sentirmos melhor connosco. Há quem queira honrar o sentimento. Mesmo se outros o atraiçoaram. Há quem ame para sempre. Há quem nunca esqueça. Há lembranças eternas. Se não acreditas nisso, pelo menos não faças pouco... pois essa tua certeza só o tempo a dirá. Há coisas que não passam. Eu tenho a minha pele cheias delas... porque não haveremos também de ter o coração? para o Chapeleiro Maluco P.S. - isto, no fundo foi só o que a tua quadra me inspirou, com a minha própria vivência recente à mistura. Beijinhos. Segunda-feira, Julho 28, 2003
MIGALHAS
No Oceano da Solidão as mãos fecham-se O tempo é areia que se solta vagarosamente das rochas A água turva desfaz as algas flutuantes e o interior das conchas O som da lástima ecoa na mansão vazia Para lá da porta, o medo à solta A lucidez retrai-se, desfaz-se no vácuo Na casa do lado também há arrecadações fechadas à chave? Perpétuo caminho segue por montanhas e vales O cheiro do ar sufocante encerrado nos armários Desfaz-se no próprio lodo Esvoaça folha ressequida seca, sem vida Desfaz-se No esquecimento, algum conforto efémero A mentira é um pardal sem asas Nos véus da noite esconde-se a dor, as suas paredes guardam o som espesso da chuva As máscaras desfazem-se Um andar mudo arrasta-se na corrente Frio nas cordas vocais, os sentires ficam por dizer Nos olhos a visão desfaz-se ![]()
O derrame de sombras
que descem frenéticas os degraus do ser e mordem a relva luminosa que iniciou o seu crescimento há pouco O rastejar armadilha de sombras que fustiga a mente de deserto e acende as águas paradas onde crescem os pântanos ![]()
O Gato de Cheshire pirou de vez e, de certo modo, pirou-se. Com o Chapeleiro incomunicável e o Gato a ficar autista ou lá o que é, vou dividir-me como posso pelos meus afazeres e aqui pela louca festa de chá....cada vez mais louca...hihih.
Deixo-vos um dos meus poemas preferidos. Para ler e pensar no significado profundo das palavras. Há coisas que principiam pelas palavras mas só são percebidas prestando atenção. Ao resto. Principia pelo corpo mas não é do corpo É algo indistinto de ideia e carne Uma necessidade fulgurante da presença Possível em olhar, cheiros e toques Alcançados com a louca dança do peito Em ramagens correndo as veias Embebendo pernas e braços de som De movimento voraz ao espaço Onde mora o teu nome e o teu sonho Principia pelo corpo mas não é do corpo... É algo de indistinto....que só cheiro em ti. Maria do Mar
LOVE!! LOVE!! WHAT MORE IS THERE???!!!
'CAUSE WEHEEEE NEEEEHEEEDDD THE LIGHT OF LO....AAARGGHHH!!! NO!!! ASKDLAKDJALDJAFJJFLF OFF WITH THE HEAD!!! OFF WITH THE HEAD!!!!
LET ME GO....BETTER TO GO MAD THAN TO GRIN AWAY!!!!.....AAHAHAHAHAHAH....FLJKFKLJFAWJ....aH FKLFÇKLÇ WEIJFBNRTUHQ0IF0'WJG90...
A união faz a força!
Dentes, língua, saliva e depois garganta, estômago! No fim, sopros fortes de energia!!! ![]()
Bom dia,
que as flores se encham de pólen húmido para trazer inspiração aos jardins da alma para que nasçam admiráveis ideias e inscrições de luz nos caminhos. ![]() Domingo, Julho 27, 2003
ERODENTE
sou rocha estendida no areal após a tempestade caí de varandas vacilantes de carosséis de emoções mas não morri vivi nas prisões do corpo em decomposição senti as grades entalarem-se nos movimentos das mãos agora fiz-me areia e vou voltar aos redemoinhos que formam as ondas que nos levam ademais ![]() Sábado, Julho 26, 2003
O Chapeleiro está em recolhimento mas eu encontrei-o aqui....ihihihihi.
E até fala de ti e tudo Floresta.
I am the Cheshire Cat
and... [,,,] Remos "Your true self knows more than you Do not be trapped by your fear's devices" ![]()
I am the Cheshire Cat
and they say he looks like me and he is as mad as the Hatter...so... (to be read and felt with care) Crush "Crazy how it feels tonight Crazy how you make it all alright love You crush me with the things you do I do for you anything too Sitting, smoking, feeling high In this moment it feels so right Lovely lady I am at your feet God I want you so badly I wonder this Could tomorrow be So wondrous as you there sleeping Let's go drive 'til morning comes Watch the sunrise To fill our souls up Drink some wine 'til we get drunk It's crazy I'm thinking Just knowing that the world is round Here I'm dancing on the ground Am I right side up or upside down Is this real or am I dreaming Lovely lady Let me drink you please I won't spill a drop, I promise you Lying under this spell you cast on me Each moment The more I love you Crush me Come on It's crazy I'm thinking Just knowing that the world is round Here I'm dancing on the ground Am I right side up or upside down Is it real or am I dreaming Lovely lady I will treat you sweetly Adore you I mean You crush me It's times like these When my faith I feel And I know How I love you Come on Lady It's crazy I'm thinking Just as long as you're around And here I'll be dancing on the ground Am I right side up or upside down To each other we'll be facing By love we'll beat back the pain we've found You know I mean to tell you all the things I've been thinking deep inside My friend With each moment the more I love you Crush me Come on Lady So much you have given love That I would give you back Again and again Meaning I'll hold you And please Let me always" Dave Matthews
Lá no fundo, há um mundo sem fim...
Há muita água, muito peixe e escorregas azuis... Há naus, náufragos e bóias leais... É à escolha do freguês... Há os três pelo preço de dois (promoção limitada ao stock existente)... Há peixes afogados e outros mal-educados... Há bacalhau da Noruega e bacalhau florestal... Há estrelas que caíram lá de cima e rochas com sede... Lá no fundo, há um mundo sem fim... ![]()
- O que vai ser?
- Um Verão de Alegre Prazer! - Peço imensa desculpa, mas está esgotado. - Já! Este ano a coisa vai mal! Já ontem não havia Risos Prolongados na Boca! - É verdade, é verdade, há anos assim... - E que tal um pouco de Luz à Nossa Volta? - Já há pouca, mas ainda lhe arranjo... - Agradecida. ![]() Sexta-feira, Julho 25, 2003
Canção de amor e ternura
Primeiro tomei os teus dias ao longo dos anos enrodilhei-me nas tuas horas, mesmo invisível, aninhei-me nas tuas memórias, mesmo mais fundas Mas não bastou Depois mantive-me à distância da voz e do pensamento Pois o abraço é a porta da paixão E não há regresso do passo de amor eterno Mas não bastou Um dia, depois da morte ter passado O presságio foi verdade e passou assim o amor Apanhei-o como um pássaro de luz E beijei-te no espaço ascendente do movimento Mas não bastou Quis levar-te às profundezas de ti através de uma vida sem medos Sem limites ou ansiedades Onde todo o desamparo é possível mas sem receio Pois eu estava lá e tu para mim Mas não bastou Temeste a força e a libertação dos sentimentos Sofreste à verdade do eu encantava, enfim Abracei-te, beijei-te, tomei-te de ti Tudo. Mesmo o para além de mim. Mas não bastou Enlouqueceste de sentimento ou o sentimento tomou-te além de ti Eu fui incapaz de continuar a levar-te às profundezas do teu ser De guia e companheira passei a inimiga e agressora Mas não bastou Depois mesmo quando te quis tomar nos meus braços e dizer-te é para sempre Sempre para sempre, pois compreendo o sofrimento que é ser, Deixa-me ser contigo, sejamos os dois e não contra mim Temeste apenas a perda e não me acreditaste nunca Mas não bastou Levaste-me ao desespero de vociferar mentiras e ameaças Para pelo meu amor te levar de novo a ti Mas temeste a inconstância a incerteza que é ser livre E ter um amor total que nos quer mas devolve ao mundo Pois nos quer encontrar do Mundo. Mas não bastou E, então deixaste-me Mas não bastou Porque eu sei que um dia hás-de encontrar-te contigo E perceber que eu estou sempre querendo-te A ti mesma, verdadeira E não ao eu cindido que foge de medo E nesse dia sentirás que a minha mão invisível te esteve sempre afagando O meu abraço de há anos é eterno Maria do Mar Quinta-feira, Julho 24, 2003
I am the Cheshire Cat
and i found more clues as to why the Hatter is Mad as Mad... "The positive influence of Venus includes potential for remarkable artistic talent, and uncanny intuition about people as well as relationships. Venus implies those who are wise, compassionate judges or counselors, creative writers, or gifted poets" It's you Hatter!.... (i'm loving this research on Venus in the Twelfth House...purr...purr...grin)
A sibila bruna
Antes a graça era Sentir só o corpo rir Agora a graça é Querer tudo sentir Antes pouco bastava Para a alegria espreitar E agora parece Nada a poder chamar Antes eu era assim Escrevia em quadras serenas Agora sou assim Relembro as costas morenas Que são uma marca Para aqui disparatada Mas para mim obcecada Que a olho Um mar de bronze desejado Contorcendo-se na minha memória Ela é uma sibila Que por enigmas bastantes Me vai trazendo o passado. Só assim o relembro Antes guardava-o Em caixas de azeite e sapatos Ou objectos fatais De uma vida que passa Pois é, merda! Ela passa! E eu a prendê-la nas caixas Nos acetatos E nas fotos Agora deixei ¿ Deixei Que por não ter palavras seguintes Significa uma ausência de restos Ou seja uma ausência de tudo Foi isso que deixei Deixei a sibila de costas morenas Cantar um fado ledo De momentos bons Deixei-a inalterada Porque antes choraria E pusilâmine, atordoada Gritaria por ela. Agora, perdi o passado Abandonei a sibila E cumpri a profecia Que dizia a morena ¿Se não queres o passado Para poderes o futuro Então o futuro que puderes Será doutra que não tu¿ Maria do Mar ![]()
diz-me que ainda há luz nas estrelas
que posso dormir em sossego sabendo que as estradas continuam iluminadas apesar de eu não saber o caminho... ![]()
Já que a toada é de tristeza e uma vez que todos nós sofremos e a mim também já me partiram o coração, braços e o futuro, várias vezes....uma vez que isto tudo e mais vezes, por certo...então:
Vou pela rua cheia de raiva Olhando a vida na cara dos outros. Bate-me no rosto em saraiva Faz-me me querer matá-los aos poucos. Mas antes prefiro aguardar Encher em mim tudo o que tenho De plena sede de matar, De rasgar, de ferir, de fazer lanho. E enquanto os outros passam por mim sendo Eu passo por eles pensando nisso E algo me vai dentro comendo, Matando, tirando o viço. Maria do Mar
quando os passos são incertos
há um banco que nos conta histórias histórias que foram verdes e agora são castanhas porque o tempo tudo amadurece no entanto da sua massa nada cresce depois dos ruídos, o silêncio ![]()
I am the Cheshire Cat
and this is Venus in the Twelfth House "Devoted and pious to the one you love, whether they be of human or divine origin, you seek feelings of the profoundest nature, truth in your relationships and unique emotions. Venus leads you into a universe that is artistic and intimate" Once the Hatter told me he was fascinated by the mechanics of the Universe. And that once you found the One you love all seemed to fall into place. Now I understand.... I hope, wherever you are, that you can still marvel at the wonders of the World. That one and this.
I miss you your madness.
as mãos calam-se
no corpo retraído dias disformes sucedem-se e trazem pouco alimento à boca se fosse de cristal não me partiria mas sempre fui vidro com passagens várias nos fornos onde as mãos se misturam com múltiplas areias ![]()
Os dedos empurram as paredes com a força dos castelos
Mas as mãos são preguiçosas e suspiram para o lado A navegação segue o canto de um olhar perdido E o leme fica vazio, entre a roupa suja No comboio das 17:00 chega a solidão Pede perdão, veio no comboio errado Mas agora que está aqui, senta-se ao lado dos pés Os castelos são atacados por escadas-destruição Os dedos fartos desprendem-se das mãos Nem sequer para o jantar ficam Na casa vive uma árvore seca e um olhar que se busca Senta-se ao lado dos pés Os pés olham sem interesse a roupa suja Mas como querem subir a colina Aquela, já ali à frente Nadam até ao leme e movimentam-se para sul Um rumo no meio das moléculas do caos... ![]()
Aqui no meu retiro...
estou a escrever um conto, intitulado MDMA (Muito Desejo, Muito Amor) antecipo o final: "e então, nesse momento total de expansão da consciência, momento prometido, à beira de ser alcançado, todo eu convergi num ponto, pois a minha consciência não tinha expansão outra que ele. Assim me defini ao entoar aquela frase: [...]. E soube-me verdadeiro, como se é num sonho, livre. Esta, era, afinal, toda a expansão possível da minha consciência. Pois outra não havia nem o Universo ou o País pode ser mais que infinito. Disse-o e sabia-me a ser total. Sabia-me um pouco por todo o lado, como se aquela frase fosse magia e revelasse o enigma da ubíqua existência, pulsando em todos os átomos." Ainda pode ser alterado...mas esta é a ideia geral...
O Chapeleiro tá completamente Maluco...coitado...
Um poema das coisas simples Andei até à janela Voltei o rosto ao sol Olhei a rua Gritei aos pássaros Sorri Amei o momento da luz Quis o vento na minha cozinha Abracei o corpo da minha amante E cantei-lhe Antecipei os gestos Vesti-me de negro e saí Passeei nas ruas despidas Quis matar-me Sonhei em ti Perdia-te Maria do Mar
Nas entrelinhas...
O chão que arde de perna cruzada e de boca fechada, que vem sozinho e miudinho queixar-se da pedra dura e não consegue articular sons de sílabas primárias e chama pelo telefone a névoa que limpa o seu nome da paisagem vadia... ![]()
I am the Cheshire Cat
and the Hatter sent me an underlined book for me to post. So here goes the first part... "...quanto mais procuramos a mudança no exterior, quanto mais vezes mudamos de roupa, casa, automóvel e bugigangas, mais intolerantes nos tornamos em relação à incerteza a que diariamente estamos expostos. Isto parece ser um paradoxo, mas apenas enquanto não percebemos que a fúria do novo nasce de um medo, mais concretamente do medo de entrarmos em contacto com os nossos sentimentos interiores, dos quais somos mantidos afastados e os quais, por isso, têm de nos permanecer estranhos e perigosos. São eles a nova insegurança que parece oprimir-nos. No entanto, apenas seremos capazes de encontrar uma saída desta nossa condição se conseguirmos voltar a entrar em contacto com os nossos sentimentos interiores." Arno Gruen, A Traição do Eu
Hoje vou vaga pela rua
Sem sequer saber por onde ando Passo os passeios da pedra crua Passo as matas verdejando Não tenho outros pensamentos Senão chegar mais além Passar mais cruzamentos Mais praças, mais alguém É certo que passa por mim gente Enquanto vou vaga pela rua Mas por ir vaga o meu coração não sente E não sabe sequer a alma sua Por isso vou vaga e vazia pelos caminhos Desejando talvez encher Os meus recantos mais daninhos De alguma vontade de ser Maria do Mar Quarta-feira, Julho 23, 2003
Querida Luz,
eu agora moro cá em baixo, nesta altura do ano estás um pouco forte demais para mim, quando me quiseres visitar faz-te escuro e vem até cá abaixo, terei o maior prazer em rever-te noutro formato. Traz a ventoinha pois aqui está muito quente, estamos mais perto do centro da terra... Aproveita a noitinha, desliga o interruptor e dá cá um saltinho, fico à tua espera, Minhoca Traça ![]()
Eu moro em cima dos prédios dos traficantes de ar e voo entre o silêncio
com a pressa de um cavaleiro para das minhas asas nascer o barulho do vento-transformação e seduzir os pássaros pousados nas nuvens e juntos sermos ventania. ![]()
há um olhar que se prende
nessas vozes que não param de chegar em torrente mas há um rumor que vive apenas aí dentro e que abre as janelas com um sopro de sol depois há o silêncio e de novo as vozes mas podes sempre escutar o rumor e demorar-te nas janelas ![]()
I am the Cheshire Cat
and i read this somewhere... "A person who is a sensing type may not be able to see the forest for the trees while an intuitive person may not see the trees for the forest. Sensors see the actuality and intuitives the see the possibilities. Sensing and intuition provide information about the world but very different sorts of information. People operating from these two functions see the world in very different ways." "I've never been sure whether that old saying about trees and the forest is about not seeing the forest for the trees, or about not seeing the trees for the forest. As I've interpreted it, if one doesn't see the forest for the trees, one is too busy with detail to see the larger picture. And if one doesn't see the trees for the forest, one is too lost in the abstract to see reality. So, it seems to me that the saying can work either way - depending on what one is trying to say." Yes...yes....we are all mad here... ![]()
I am the Cheshire Cat
and i would like to share this with you
to help us endure the days, into oblivion...
I am the Cheshire Cat
and this is my MOST IMPORTANT message ever "Alice felt that this could not be denied, so she tried another question. `What sort of people live about here?' `In THAT direction,' the Cat said, waving its right paw round, `lives a Hatter: and in THAT direction,' waving the other paw, `lives a March Hare. Visit either you like: they're both mad.' `But I don't want to go among mad people,' Alice remarked. `Oh, you can't help that,' said the Cat: `we're all mad here. I'm mad. You're mad.' `How do you know I'm mad?' said Alice. `You must be,' said the Cat, `or you wouldn't have come here.'
I am the Cheshire Cat
and this is my second most important message ever "The Cat only grinned when it saw Alice. It looked good- natured, she thought: still it had VERY long claws and a great many teeth, so she felt that it ought to be treated with respect. `Cheshire Puss,' she began, rather timidly, as she did not at all know whether it would like the name: however, it only grinned a little wider. `Come, it's pleased so far,' thought Alice, and she went on. `Would you tell me, please, which way I ought to go from here?' `That depends a good deal on where you want to get to,' said the Cat. `I don't much care where--' said Alice. `Then it doesn't matter which way you go,' said the Cat. `--so long as I get SOMEWHERE,' Alice added as an explanation. `Oh, you're sure to do that,' said the Cat, `if you only walk long enough.' ![]() Terça-feira, Julho 22, 2003
Ao abrigo da virtude hospedei-me no teu peito
Nessa carne de perdição, aromática e gostosa Acordei os poros mais ressequidos de mim Estreitei os braços aos teus, como um telhado sobre tudo E aninhei-me, para dormir, naquele espaço entre os sonhos Depois do dia raiado, acordei, acordei-os. Libertei-os E antes de fugirem, abrirem o céu para mim, prendi Bebi deles o suor que pude, que era salgado e bom Transformando a minha fome em prazer, a minha enxerga de noite Em leito de riacho e paredes sendo casarão Repleto assim dela abandonei o quarto da noite de ti Quis descobrir um caminho que tornasse ao teu corpo Que preenchesse o meu cansaço de cadência Fizesse sorrir o teu rosto Estava na orla da floresta, depois de pernoitada em ti Despojada de vontade de ser dos outros, mas só de ti E perdida, oculta no teu corpo a virtude, Ocorreu-me ficar no teu país para sempre! Maria do Mar
Este blog está rapidamente a transformar-se num fastástico blogimagético.
Acho que o Chapeleiro nem vai reconhecer esta Festa quando voltar... Manual de primeiras palavras 1 tu és um sonho, tão fluidas são as tuas formas tão semelhante és ao curso de água, translúcido que habita as margens do meu pensamento tens o cabelo anelado e curto, orvalhado da humidade que vem das grutas das fadas, das falésias luminosas das sereias e dos bosques cerrados das ninfas tens um rosto semelhante à convicção da loucura igual à perfeição da vontade e repleto de claridade tem ele a transparêcia do biombo oriental Que torna o fogo uma máscara de mármore. Viva. Maria do Mar
(Hum, tanta coisa, o que mais preciso, muito descanso, calmaria e o calor em todos os poros, no meio de uma qualquer floresta)
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Apenas...muito...
(Sim, quero isto muito, as piscinas da minha infância, os mergulhos que nos faziam mergulhar para fora de nós mesmos...) ![]()
Ó olhos meigos
Encontra-me! Onde quer que estejas, encontra-me! Preciso de ti para me amansar Preciso de ti para partilhar Tudo o que me vai cá dentro sufocando Latejando as têmporas em quase explosão Ó olhos meigos Porque teu nome não sei Ancora-me, nesta deriva que sou, A ti, presa e agrilhoada Para sempre de bom grado Ó olhos meigos O teu rosto é calmaria Os teus cabelos, laivos de ouro Em vida sedosa E o teu corpo Um mistério Ó olhos meigos Que nada sei fazer sem ti De amor foram os olhares primeiros E para sempre de amor, derradeiros Ó olhos meigos Maria do Mar
Chapeleiro,
recebi a tua carta. Como sabes já tenho o meu próprio blog mas acho que posso aparecer aqui na tua louca festa de chá, uma vez ou outra, para deixar umas coisas minhas. Não tenho é muitas imagens para colocar, vou pôr só uma agora. Espero que perdoes. Obrigado pelo convite... Onde quer que estejas desejo-te o melhor. Desejo que o teu caminho seja bom e faças novas descobertas. Desejo que te mantenhas meu amigo, com a mesma loucura de sempre. E que regresses rapidamente, regenerado e ainda com mais visões. Afinal, somos os dois peixes, não te convenças do contrário. Beijos. Mulher às mulheres Auréolas rúbeas e grinaldas de prata Enfeitam teu halo, mulher Marchetado a esmeraldas e rubis O caminho para ti E tu, trigueira pele, brunos cabelos Azeviche teus olhos belos Que infame luxúria Te divinizou tão lasciva? Que deus te quis perdição? Que deusa te quis sensual? Porque és tu, mulher, tão celestial? Maria do Mar
P.S. - Smiley, how about asking before posting any more of my limericks? han?... hihihihihi
Corpo
pintado de sombras fermenta o sono, o cansaço as perguntas, as vozes muitas vozes na paisagem de neve que pouco incita à vida. ![]()
I am the Cheshire Cat
and this was written on the wall "you know what I miss those times in which there were no others and all I wanted was to be with you why did that have to change? Why can¿t somebody like me? Am I so fucked up With no way out? In the end All it rests is Great desire to be loved" ![]()
I am the Cheshire Cat
and this i heard "Every night when I go to bed I hear this question inside my head Who are you? I have no answer every night And every day I live in fright Who are you? It is as if I am not who I am But much more than just man Who are you? And it seems my life is but a quest To answer the voice¿s only request Who are you?" Edward Albion ![]()
I am the Cheshire Cat
and these are words coming from Leeds "All the things We never needed I don't need them now All the things we ever did Were always confidential And hidden from me anyhow You can stand all night At a red light anywhere in town Hailing maries left and right But none of them slow down I seen the best of men go past I don't want to be the last Gimme something fast God knows everybody needs A hand in their decision Some of us are not so sure..." ![]()
Sou ruínas
Sou farrapos nos campos juntamente com os mortos e as cigarras que os cantam Estou exausta ![]() Segunda-feira, Julho 21, 2003
vou soprar o vento até ti
para que ele te possa levantar com a força de um tufão alto longe até onde quiseres ir ![]()
Restos de luz
na paisagem gélida que lentamente alarga os seus horizontes deixando-se cair aos poucos sobre o corpo em cinza como uma película de som delicado... ![]()
Pendurados na vastidão, expectantes,
como se as respostas viessem do céu envolto em rios de tons prateados, que, abrindo-se, despejasse uma verdade límpida e amanhecesse os caminhos que nos unem. ![]()
I am the Cheshire Cat
and this is something i heard in the night... "I will not go against myself. I do not want you." Later he replied in his thoughts: "Nor will I. I will stand alone." And all the sorrow in the land came upon him. ![]()
I am the Cheshire Cat
and this a little portuguese limerick "A gente vamos pois nós está sempre passando A gente não vai, vamos nós, mesmo que gente, Que vai sonhando. A gente não vai a gente vamos Está sempre um nós perpassando A gente vamos, vamos nós e mais ninguém Vamos dançando A gente podia ir, há gente que vai Mas nós não vamos, a gente não vai A gente vamos. Porque mesmo na gente somos só nós Mesmo na gente que vai Nós somos gente que vamos Pois somos gente mas somos muito mais nós Somos nós à volta de dois Só os dois - nós - que nos amamos" Maria do Mar ![]()
I am the Cheshire Cat
and this is my astrological report Today the Moon leaves Aries entering Taurus, bringing emotional rest and stability to those in need. Those with strong Neptunes in your charts please check your aspects. This is especially true for people with Neptune on the first house. A good example being MAR - makes sense - Neptune is the God of the Seas. ![]() Domingo, Julho 20, 2003
Sábado, Julho 19, 2003
CHUVA CONTIDA
Chuva contida arfando nos ouvidos fugir das madrugadas sujas rastejar sem som e as larvas congeminam esta porta não se abrirá assim o rosto terá de laborar no percurso entreaberto e sentirás o caruncho e não haverá abrigo mas terás a ternura que se colhe nas viagens ![]()
I am the Cheshire Cat
and... you may say I was the love of your life or that she is the love of mine but that is not true because against all poets and men of that sort the love of our lives loves us back she may die, wars may put us apart but we will love each other through it all because love¿is an everbinding concept A strenght that unites, joins and appeals beyond reason or explanation It exists ![]() Sexta-feira, Julho 18, 2003
I am the Cheshire Cat
and this is for you Of what, like pearls and cherries Like objects of desire Or madness Of what you say is the substance of love? Maybe of air, as simple and pure as you may gather Maybe of it that allows you to live And to cry and to cry Of pearls then if they would be purity For love knows nothing of unclean Of cherries then if they would be vessels of blood For love is not something else other than a fruit to be bitten one self to be stricken by the madness of being shared by another a tribute to Maria, the Menaed ![]()
I am the Cheshire Cat
and... What is the color of the causeway you say? Of time you dream Nothing is as it seems Not the trees, not the hills, not the sky nor the mills Nothing i deem Nothing is as it seems For all is but future coming Through the causeway as it is And all is hidden in color And that color is your iris ![]()
I am the Cheshire Cat
and this is a Farewell song Is it not a fall when everything begins? Catch the leaves and plunge into the river Care not for the coldness in you For leaves you have of this world And in water all things are purified¿ ![]()
Nós as tartarugas verdes do mar não somos lentas como as nossas irmãs terrestres, possuímos umas barbatanas especiais e em pouco tempo nadamos de um mar até outro. E como somos umas tipas porreiras damos sempre boleias a outros seres aquáticos!!!
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Obrigada por tão calorosa apreciação da minha existência neste Maravilhoso País!
Vou sair das profundezas marítimas com milhares de novas ideias para animar este Mundo Fantástico. Conto contigo, Cheshire e com o teu Sorriso Maroto para fazer brotar toda a espécie de criações festivas por aqui! ![]()
I am the Cheshire Cat
and it has come to my attention that The Menina Azul Riso is thinking about leaving our own Wonderland. That we must not have. MAR is the most wonderful being that ever stood on the fields of the Dream. To hear her is to unveil new and different ways of looking Through the Mirror. She is funny, ever laughing, congenial, gorgeous as the Gates of Dawn (ask the Piper) and full of brilliant ideas, brighter than the Summer of Orion or the Climax of Andromeda. She is a symphony of Vision. So, all together now and cheer with me: MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!!
Stay with us Menina Azul Mar. Terça-feira, Julho 15, 2003
IMPACIENTES RAÍZES
a caminho das colinas jovens as impacientes raízes vão rompendo o dia aproveitando a água límpida que corre na terra confidente cá fora a manhã já vai alta nas ramagens rebentam folhas novas a caminho das colinas jovens as impacientes raízes vão trepando ávidas até que finalmente avistam o cântico do pastor e os murmúrios das ovelhas ![]()
Sua Alteza Humor Instável toma-me como sua súbdita. Lá vem Ela toda altiva, sempre agitada... É uma ginástica estranha, um sobe e desce imparável e poucos resultados práticos: a flexibilidade e massa muscular continuam idênticas. E no fim Ela ainda exige que lhe faça uma vénia, como sinal de agradecimento!
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Hoje queria poder abandonar as minhas falhas junto às rochas
e perder a morada dos perdidos e achados... ![]()
INTEIRO
Ó Chapeleiro queremos-te inteiro, pois sabes, há um mundo inteiro à tua espera para explorares... ![]()
Incomunicável
Devido ao meu estado estar a atingir níveis preocupantes de alteração comportamentel ou tal; E uma vez que sou um louco coerente e gosto de beber a minha chávena de chá com mão firme e chapéu no lugar: Estarei incomunicável por uns tempos. Até mais. ![]()
MAR
Como lá em baixo escreveste três gaivotas e só vi duas... toma lá mais uma. Para te trazer até aqui. E vem comigo deitar-te na praia perto do farol. E banhar-te na água salgada. À noite havemos de fazer amor sob a luz intermitente...e o céu candente.
Ou não. Chapeleiro perdido no Pacífico
Sinto-me menos
Sinto-me menos Sinto-me menos Sinto-me menos Sinto-me menos Sinto-me menos Sinto-me menos Sinto-me menos Sinto-me menos Sinto-me menos Sinto-me menos Porque me levaste a essência? Chapeleiro Maluco em qualquer lugar
I am the Cheshire Cat
I can not stop the body from becoming Useless and old As the days and muscles shrivle Into a dry sunset ![]()
I am the Cheshire Cat
and this is the darkness... I want the lights to go Somebody please turn off the day I can¿t stand it I can¿t stand all this brightness And this joy Oh how I want the night To come down on me Like a robe on a lover An embrace from behind Onto my chest and my stomach I want the darkness ![]()
I am the Cheshire Cat
and this is my.... Flesh For if you watch you strike So goes to thrive the flesh To embrace the mournful body As a leap into the darkness And darkness being all Pleasure dreamt and revived Sadness unleashed Oh How I want the flesh Against my face and hands All the joy of worlds Inside each breath And skimming through the skin ![]()
I am the Cheshire Cat
What dreams are we do not know We do not know And you have no idea what madness is No idea And at the dark hours of the night Just before we let sleep take us away We seem to endure anything And to laugh at any pain For afterwards We go into the land of dreams Secret and unknown Without knowing And if we awake for another day All dreams remain a bliss And all madness is at hand ![]() Segunda-feira, Julho 14, 2003
milhares de risadas habitam em mim
vêm aos tropeções e passeiam de braços abertos por todas as canções vêm de mim em brasa provocar fogueiras acender lareiras puxar as carroças cansadas e as almas desmoralizadas inventam uma linguagem fluorescente que invade o peito e ilumina o corpo e a mente ![]()
Hoje apenas queria que três gaivotas de silêncio
me transportassem para longe das linhas telefónicas... ![]()
Porquês em palavras rasgadas
Porquês em sentires assombrados Milhões de ruídos e veias habitadas de venenos, que saem e entram ao sabor de estranhas melodias: Os porquês espalham-se pelos dias sentam-se nos bancos de jardins esvoaçam com as folhas espreguiçam-se na relva são os peixes dos lagos... ![]()
Olhem, olhem, o que eu vi, o Gato de Cheshire está armado em Chapeleiro Maluco...
Bem, mas este é o mundo dos chás, infusões e também fusões!!! ![]()
Mais um maluco que cai
A vantagem de cantar é que a música subsiste e ecoa muito para além da pulsão do sangue. Compay está morto mas Compay está vivo. Isto parece-me claro.
Chapeleiro Maluco em Havana
Reconhecimento
A Louca Festa de Chá continuou sem mim melhor que comigo. O Gato de Cheshire já está a imprimir a sua marca sóbria. Mas, olhando o ecrã quando consigo deitar mão a um computador, torna-se evidente que esta Louca Festa de Chá está cada vez mais colorida, divertida e, claro, louca, pelas boas graças da MAR. É por isso tempo de vos revelar um pouco mais sobre ela e sobre a imensidão de vida que contém. Eis a MAR!
Chapeleiro Maluco no Faial, Açores Domingo, Julho 13, 2003
Levantar voo é uma arte que exige prática, defendem alguns.
Cá para mim exige levantar as asas no momento certo. ![]()
Lembranças de infância...
Mais água... Mais vontade... Um salto para a frente... A ver se não caio de costas... ![]()
I am the Cheshire Cat
and these are the words of Mr. Ian Curtis... "I've been waiting for a guide to come and take me by the hand Could these sensations make me feel the pleasures of a normal man?" Sábado, Julho 12, 2003
I am the Cheshire Cat
and this is my couch I am going up, let me take you with me Ah! Yes! I am going up Through madness and joy i am going up So good young lady, so good to be able to travel the path of the gods So good to linger where others only dream. I am the desire. The Cheshire Cat
Queremos flores!!!
Flores ao poder!!! Queremos flores!!! Flores ao poder!!! Queremos flores!!! Flores ao poder!!!
DOCUMENTÁRIO PAISAGENS DO MUNDO
"...as paisagens pacíficas são miragens mas de vez em quando lá vemos uma e muito de vez em quando não se trata de uma miragem mas repito, muito de vez em quando..." ![]()
ALL THE TIME, ALL THE WAY ALL THE TIME, ALL THE WAY ALL THE TIME, ALL THE WAY ALL THE TIME, ALL THE WAY ALL THE TIME, ALL THE WAY
RAP COMIGO TÁS LIXADO
Dragão armado em furacão queres sufocar-me com o teu fogo mas és uma anedota pegada não penses que me vences já cá ando há muito tempo conheço bombeiros companheiros conheço as tuas tramas tentas lixar-me ò palhaço e morres afogado em vinagre faço-te em salada e a seguir atiro-te à bicharada ![]()
Alice perdida, ié, ié, yó
queria saber respostas, ié, ié, yó quase lhe cortaram a cabeça, ié, ié, yó mas lá encontrou a porta, iéééé ![]()
RECADO
Por favor, Não se importava de encher novamente o poço. Preciso urgentemente de água. Trarei os baldes, como de costume e cuidarei bem dela, como sempre. Muito agradecida. ![]()
Magnifico este quadro, este "Árvore Mulher"
que cresce da terra jornada, de mãos peregrinas, possuindo os campos com as suas substâncias vitais... ![]()
a pele ergue-se em flecha
empoleira-se nos longos parapeitos que a manhã traz e sente poisar nos ombros os sons do crescimento: um oxigénio lento que se bebe em inspirações demoradas como se de sementes se tratasse e delas nascesse um céu maior ![]()
Juntem as peças sem demora e eis que não aparece a aurora
mas um grande vulcão que quer rugir como um leão... ![]()
RAP DESESPERO
Desespero sem saída onde está a minha via quero sair deste buraco sinto-me um trapo, yó Está na hora de ir para a frente e não encontro a estrada para sair desta mágoa, yó Refrão Desespero, desespero não és meu amigo quero sair deste castigo Desespero absurdo daqui de onde estou não sei para onde vou, yó Uma luz, um sinal apenas me quero sentir menos mal, yó Refrão Desespero, desespero não és meu amigo quero sair deste castigo ![]() Sexta-feira, Julho 11, 2003
Vamos de mãos dadas amiga
nesta estrada sem vislumbre Estou ao teu lado amiga sou apenas calor mas tenho mãos largas onde cabes sempre... ![]()
Nos arredores de Salónica mas sempre convosco
Como tive oportunidade de vos dizer, parti. A loucura estava ficar muito lado negro da Força, as forças ctónias desordenadas apoderaram-se da minha Louca Festa de Chá. Segui o exemplo de dois dos meus modelos, Diónisos e Orfeu e desci aos Infernos pelo caminho do Ténero mas como não tinha velas e o Caronte está de férias em Julho, perdi-me. Lá consegui voltar à luz perto de Salónica, onde descubro um computador com rede e me deparo com a triste constatação de que a Catrapila não pode mais assegurar o regular funcionamento desta Festa. Ora a MAR, genialmente louca que é, não pode fazer tudo sozinha. No entanto, desde já agradeço o esforço da Catrapila e os seus belos poemas... Estranhamente, enquanto com este dilema me debatia, recebo de Cheshire um telegrama com o seguinte conteúdo: Hi Hatter STOP thought about visit STOP might light in? STOP new things to show you STOP Cheers STOP Fiquei, como é evidente, radiante. O Gato de Cheshire é bico do mato. E, de imediato, repliquei: Cheers Chesh STOP away for a while STOP search for new madness STOP delighted to have you anyhow STOP light by and mingle STOP do show the new things STOP we are ever so fond of them STOP until my return STOP a good shake STOP Convosco, pois... The Cheshire Cat (que só comunica em inglês, i'm afraid) com novas do meu País, aí Desse Lado do Espelho.
Chapeleiro Maluco em Salónica
Foi de quem?
Foi de quem a festa do mar? Da mulher? da virgem? sereia? Das cores várias do sal Posto à luz do sol posto Foram de quem as lembranças das ondas? De ninfas? de deusas? de magas? Ou de um torpor cinzelado Nas rochas da costa firme? Foi de quem esse rugido forte Essa acalmia depois Esse ímpeto de morte Esse serenar de sóis? Foi de ti, do búzio dado Chegado a mim, como tu Pedaço de mar entoado Amado
Catrapila, P'lo Chapeleiro Maluco
Que farei?
Que farei aos postais que comprei para ti? Enviá-los-ei para um futuro próximo Na esperança que ainda lá mores Chapeleiro Maluco em Salónica Quinta-feira, Julho 10, 2003
MAR
o mar perde-se nas viagens do vento semeia o alimento das conchas abertas aos desejos por velejar as areias guardam-no no sono e movimentam-se na sua aventura transbordante se cantasse navegava em sonoridades de terra pouco firme pois o sonho destroça as dunas inertes e leva-nos a outros portos ![]()
Grande futuro
Assim era claro que estavam os dois destinados a um grande futuro Porque era óbvio que tinham talento: cantavam nos comboios, fazendo rir as moças casadoiras e escreviam folhas de poesias fantásticas de mulheres e aves, de gritos e pássaros do vento e do cheiro das coisas todas. Fumavam ao fim do dia um lento cigarro enrolado E mesmo querendo da vida o mesmo que queriam do sol - mais um dia - sabiam-se senhores de um grande futuro Por isso na noite metida dentro a madrugada Juntavam-se depois das amantes, Das dores e dos perigosos prazeres E diziam um ao outro: somos só uma vontade De escrever, de amar, de cantar e beber e estaremos aqui amanhã porque estamos destinados, a um grande futuro Catrapila, P'lo Chapeleiro Maluco Quarta-feira, Julho 09, 2003
Sonhar um sonho doce
onde tudo fosse água e caminhos navegáveis carregados de alimentos e mantas e passear com os pássaros-luz nas estações em florescimento... ![]()
Um tributo às minhas amigas
As minhas amigas são novelos de lã quente e áspera donde nascem peças únicas ![]()
O Homem-subida passava a vida a subir.
Subia, subia, correu até não haver mais nenhum sítio para onde subir. No final não soube descer e ficou a viver lá em cima. Como tinha vertigens nunca olhava cá para baixo. ![]()
Há flores que nascem na boca
alimentadas pela água interior dos rios que banham a pele acidentada... ![]()
Perdição
As cidades e as gentes desmoronam-se E uma guitarra treme ao sentimento dos dedos Uma canção perde-se de si, entre ardor E um guitarrista transforma em som A sua dor...
Catrapila, pl'o Chapeleiro Maluco
AS ESTRELAS DO ESCURO EM QUEDA
tentei em vão atingir as estrelas e agora o sal que percorre o corpo não deixa respirar a pele em queda pouco livre escondidas no escuro as estrelas são olhos das histórias flutuantes em troncos rápidos e mais à frente podres se te dissesse "ensina-me o caminho", não saberias porque os caminhos deixaram de existir só bermas e quedas em nada livres e o silêncio do escuro ![]()
Ah!....
...e para todos aqueles que ao longo dos tempos me têm perguntado sobre o feminismo, a relação mulher louca/homem maluco, a igualdade entre sexos e afins, Eis a minha posição:
Fui.
Novas do meu País ou No Matter the Hatter
Caros malucas e malucos, Alice, Lebre das Lezírias, Ratinho, Gato de Cheshire, Coelho Branco, Lagarta, irmãos Tweedle, o Humpty Dumpty & etc, Têm sido bons os tempos aqui na nossa Louca Festa de Chá. O Earl Gray mantém-se a potes e chávenas, a companhia tem sido boa. Dos Stranglers "Here comes the Mad Hatter" (obrigado pela dica Alice) até ao Tom Waits "Alice" todos têm feito o acompanhamento musical apropriado. Nas horas vagas o Ratinho joga ao American McGee's Alice, onde eu até faço de mau (sou um incompreendido, no matter). E, de qualquer modo, também eu, de vez em quando, jogo um bocadinho. À parte isso faço chápeus, como sabem. Faço-o desde há muitos, muitos chápeus, seguro de que a cabeça é, sobretudo, para usá-los. Ela é valiosa de mais para andar para aí exposta às intempéries, ou pior, aos torpes e maus pensamentos. Um bom chapéu, por isso, é necessário. Faço chapéus para cada cabeça pois nada deve assentar melhor que um bom chapéu. Já dizia o meu pai, louco de grande categoria que: "chapéu bem assente, melhor a cabeça se sente". E uma cabeça bem sentida é garantia de um dia melhor. Por aqui tenho deixado os meus registos diários do convívio pouco são mas sempre honesto, o que já não é de somenos nos tempos que correm. Confesso, aliás, aqui entre nós, que tenho sido mais honesto aqui do que em qualquer outro lugar (o Gato de Cheshire que comigo vem por vezes ao Outro Lado do Espelho que o diga). Peço desculpa se por vezes essa honestidade foi contradição, incompreensão, fúria, tristeza, exaltação. Mas é assim a humanidade de um chapeleiro maluco. E daí...não peço desculpa coisa nenhuma! Tudo isto para vos dizer que estou de partida. A Louca Festa de Chá, como já antes aconteceu, lembrem a história que vos contei de Madchester, continuará sem mim. Aí terão a Lebre e o Ratinho. E, claro, a inigualável MAR. Pedi à Catrapila para por aqui aparecer, costumeiramente, e deixar alguns brioches da sua sabedoria. Tenham paciência: ela move-se devagar. Eu estou de partida com o meu companheiro, o Psiconauta, contador das histórias da mente, jogral dos reinos oníricos. Preciso de recuperar a minha loucura, pôr o chápeu no lugar, reaprender a ser anfitrião desta Louca Festa de Chá. E das outras (bom texto sobre cogumelos alucinógeneos). Ao partir lembro-vos do seguinte: com 1 grama de MDMA (sigam o link em cima até a encontrarem) alguém escreveu isto... "The coming on was gradual and pleasant, taking from an hour to an hour and one half to do so. The trip was euphoric and intense despite my having been naturally depleted from a working day and having started so late. One thing that impressed itself upon me was the feeling I got of seeing the play of events, of what I thought to be the significance of certain people coming into my life, and why my `dance', like everyone else's, is unique. I saw that every encounter or event is a potential for growth, and an opportunity for me to realize my completeness at where I am, here and now, not at some future where I must lug the pieces of the past for a final assemblage `there.' I was reminded of living the moment to its fullest and I felt that seeing this was indicative that I was on the right track." E, no entanto, após ter dançado com a morte e lançado o meu sangue na rosa dos ventos, havia chegado à mesma conclusão. Que se mantém inalterada até hoje. Diz o louco Dave Matthews, do sofrimento à felicidade, que "the dreaming tree is dying"
Está mesmo. Por isso parto em busca da ressureição. Se não nos encontrarmos antes, ver-nos-emos no meu dia. Num deles... Não perdoem a despedida mas estou são de mais para estar aqui. E louco de normalidade é algo que nunca serei! Até lá. Bilú. Bilú. ![]() Terça-feira, Julho 08, 2003
Vivi dias dentro de água e escutava apenas o sal.
Vou voltar a esse silêncio e nadar até ao fundo, sem nada procurar. Sentir as mãos ganharem vida e empurrarem as ondas até ao seu destino. Vou entre elas, dentro da sua força desprendida. E uma onda passará por cima da areia fustigada e apagará as velhas pegadas que não levam a lugar nenhum. ![]()
A mar o tigre
A mar o tigre ou o coelho No trigo deitados Encontrados aí Como uma seara Uma praia onde o tigre Ou o coelho Na vaga devagar Se vai a mar encontrar Em caminho Um lugar
Parábola iniciática
Um velho místico contemplativo sentou-se um dia no alto de um monte. Ali se quedou durante semanas sem comer ou ceder a qualquer outra exigência do corpo. Num estado de magia contemplativa ali se sentou de olhos fechados. Ao cabo de algum tempo aranhas, louva-deus, besouros, escaravelhos, abelhas e vespas entre outros animais percorriam o corpo do místico picando-o, mordendo-o, incomodando-o e fustigando-o por várias formas. Ele, porém, permanecia imperturbável. Um jovem pastor que ali apascentava o seu gado perguntava-se todos os dias porque deixaria aquele homem os bichos fazerem-lhe mal. E todos os dias se perguntava e todos os dias o místico era fustigado e assaltado e perturbado por todo o tipo de bichos. E assim se passaram semanas. Um dia um velho místico passou pelo jovem pastor na solidão daqueles montes ermos. E o jovem pastor vendo o ancião não hesitou em dirigir-se-lhe com a sua pergunta: - Senhor, porque deixa aquele homem que os bichos o mordam, piquem e lhe inflinjam sofrimento? O ancião olhou o místico sereno, mesmo já passando ali meses, sentado impassível de olhos fechados e respondeu: - Porque pode. O místico, de olhos fechados, sorriu assentindo e o velho ancião seguiu o seu caminho. ![]()
Como sei eu tudo isto?
Como sei eu tudo isto? Tenho estado a aprender. Olho, olho muito para dentro dos Outros, estudo os Outros e vou na solidão em busca do Outro. Diónisos, pois. Poderia saber mais não passasse tanto tempo fazendo outras coisas. Coisas de que não gosto. Gostaria de poder, aliás, confessar que abomino. Mas não, apenas às vezes critico, é certo, mas nunca dando a entender o horror. E porque o faço? Porque o sinto ter de o fazer. Como algo de mim que aceita um chamado, algo que custa e que dói e que se deve cumprir. Sei que não sou livre. Aliás, sou um prisioneiro de mim mesmo. E acho nesse cativeiro o cumprimento de um sofrimento devido. Mas basto-me de energia e o tempo ainda dura. E custa-me, é verdade, a perspectiva das coisa pois as coisas são outros. A miríade infindável de ponto não mais são que algumas dezenas à minha frente. Quando me centro é tal a força do humano que sou então Cassandra emocional: tão bem vejo os outros, melhor mesmo que eles próprios mas nada disso eles sentem. Estou condenado ao despojamento da empatia. Mesmo na presença das mais belas almas profundas. Assim se cumpre a praga como paga do dom. Pois se os sinto como a mim, como haveriam eles de se sentirem em mim? Como sei eu tudo isto? Tenho estado a aprender...
Serenamente
Sei reconhecer o sentimento como uma pepita num rio turbulento. Significado: treinei-me na arte de deixar pulsar a emoção entre os fios dos dias. Primeiro chamei-lhe filigrana do sentimento agora sei que fui tramado em teia. A metáfora mantém-se no artesanato, algum consolo. O sentimento serve por isso de justificação a si mesmo e aos outros de si. E a clareza que o sentimento me traz só é acompanhada pela profunda dor que com ele caminha, permanece e habita. É natural que a dor venha nas suposições do dia dela, nas referências a um outro, que não eu. A atenção que se perde derramada sobre um outro objecto. Sinto vontade de parar de escrever agora e estender-me aos Fragmentos do Discurso... sobre a minha cama ou à escrivaninha... É evidente que só o sentimento comanda. É evidente para mim, evidente. Tomei esse partido, como se toma uma fé. Sem memória nem causa. Depois o resto é bem-estar, mesmo em dor, quando se atinge o estado de se amar, serenamente, mesmo o outro que nos não quer. ![]() Segunda-feira, Julho 07, 2003
Enquanto a Lebre dormia uma sesta e o Ratinho dormitava também...
Fui atingido por um ébrio cometa dançante ![]()
E tudo voltará ao normal (passe o paradoxo) na Louca Festa de Chá
Vamos mas é por a Alice do Tom (ou o You are everything dos Lorries) e tomar o nosso chá pelos dias, a caminho do nosso destino. Ao fim do dia (com o At the end of the day dos Dervish) deixemos voar então a Outra parte de nós... ...a Outra parte de nós...
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