Uma Louca Festa de Chá


Terça-feira, Julho 29, 2003
Epitáfio

Você é assim um sonho pra mim e quando eu não te vejo
Eu penso em você desde o amanhecer até quando eu me deito
Eu gosto de você, eu gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo o meu melhor amigo é o meu amor
Da gente cantar, da gente dançar e a gente não se cansa
De ser criança da gente brincar da nossa velha infância
Seus olhos meu clarão me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho, eu sigo e nunca me sinto só
Você é assim um sonho pra mim quero te encher de beijos
Eu penso em você desde o amanhecer até quando eu me deito
Eu gosto de você e gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo o meu melhor amigo é o meu amor
E a gente cantar e a gente dançar e a gente não se cansa.
De ser criança da gente brincar da nossa velha infância...




Requiem

Durante um sofrimento de dois anos repeti-te várias vezes que a dor não é absoluta e que é para todos. Nessa altura não te vi com a clareza com que agora o afirmas também. E se agora já a tens e não corrijes os teus erros, de facto, a palavra é ingratidão. Não conheço outra. Por essa altura em nome do amor, nunca é demais repetir a palavra, se a sentimos, suportei a tua dor e tornei-a minha. Acompanhei-te diariamente e recebi, um dia, umas linhas com agradecimentos e desculpas. Outro há que é louvado, que tu dizes que te valorizou, que dizes que é o único que compreende pelo que passaste nesses dois anos. Mas ele não esteve lá nesses dois anos. Eu estive. Eu.
E quanto ao existencialismo...falta-te aprenderes a sua maior lição...a existência é responsabilidade. Perante nós e perante os outros. E não o fazer o que muito bem nos apetece e dizer que é a vida, que calha a todos... pelo menos foi isso que eu aprendi quando li os existencialistas...
Tens razão...não há dor absoluta, eu sei e disse-to. De que serviu? E a dor é democrática, eu sei e disse-to. De que serviu? Serviu para me abandonares.

Esta Louca Festa de Chá, para mim, acaba aqui.




Tenho dito!
E agora um brinde
a mim mesmo!
A ver se me aguento
no meio de tanta
loucura...




TUDO PARECE TÃO ESTRANHO
MAS A ESTRANHEZA É O PRIMEIRO PASSO
PARA A NÃO-ESTRANHEZA
E QUANDO DEIXA DE SER ESTRANHO
PROCURA-SE OUTRA ESTRANHEZA
PORQUE A FOME APERTA NOS NEURÓNIOS




É que às vezes dá uma certa NÁUSEA...




Ouvi dizer que o pessoal aqui é todo louco, ora aqui está um ambiente familiar,
enfim, já cá ando há alguns anos, com o mundo nas mãos, a aturar a minha
existência, e que grande responsabilidade, às vezes dá vontade de o deixar
estatelar-se no chão, mas o pessoal tem-se aguentado, às vezes não dá muita
vontade, mas isto de existir calha a todos, e é bem fodido!!!




Ouvi dizer que foi para o campo e que os ares de lá lhe estão a fazer muito bem!




A Floresta tirou umas férias porque as raízes começaram novamente a
inchar desmesuradamente. A última vez que a vi estava que não se podia...




Os animais da Floresta piraram-se todos com tamanha confusão e agora
vim eu para aqui, o Chavali, tentar reequilibrar aqui a malta...




Um pouco de paz e descanso neste blog, o pessoal anda muito exaltado...




askhfwgfgfklfj I arg!!!! am the Ches askdjafkj wefkl hire Cat

and this is the Moon in Cancer

"Once you have established a relationship, although the quality and nature of your love may fluctuate considerably, it will never die."

from our friends at astrodienst

Respect. The difference.






Agora fiquei com vontade de uma desgarrada. Vou aproveitar as tuas palavras como mote.

Dedico as minhas ao Chapeleiro. Foi ele que me ensinou isto. Ou fez ver...ele é parteiro....

Sabes que irá passar?
Passar o quê? O que já passou?
Sim, já passou, que te direi?
Que sofri, que quis, que amei...

Sabes que irá passar o quê?
A dor da perda, da falta, do vazio?
Essa dor não é a dor que amedronta
Há uma outra....a ter em conta...

Sabes que irá passar? Essa outra dor?
A dor de ter passado a dor e ter passado
também...todo o amor?...

Porque se a dor passar passou a morte
Sobre o sentimento que um dia senti...
Então foi sorte.

Sabes que irá passar? Como?
Passou-te a ti?
Mas eu não o quero fazer
Prefiro esta dor da perda
Do que a dor de te esquecer

Sabes que irá passar?
Pois sabes o que te direi?
E se passar?
Passou tudo e não amei.

Mas eu amei e não vai passar
Não sou assim e não sei se és
Mas sabes o que direi o que já esperas
Um óbvio que entrevês...

Mas não percebes que não passará
Nem sabes o que direi pois nada direi
Que posso dizer além do que sempre te disse?
Sempre te amei.

Sabes que irá passar?
Ou desejas que passe?
Sabes que irá passar?
Ou desejas que diga?

O que já esperas o que é óbvio
Para ti talvez
Mas para mim o que é óbvio
Tu não vês...

Sabes que irá passar?...
Talvez tenhas razão...
Mas e se não passar?
Enterras-me tu o coração?

Não meu amor
Não vai passar
O que sabes é mais um engano
Olha dentro de ti
Sabes bem que te amo.

E se te amo
E com outro estás
Dizes-me que vai passar?
Primeiro hão-de passar o caixão
A terra e as pás.

Não. Não vai passar.
Porque havia de passar?
Foi tudo leve, uma brincadeira?
Para ti talvez, não para mim
Sabias-me à vida inteira

Diz antes: "desejo que passe
Para poder viver melhor
Que bom seria ouvir-te o óbvio:
«Feliz sem ti ao meu redor»"

Mas se esse é o teu desejo
Sabe que não irá passar
Eu quando amo como te amei
Amo e fico a amar

Por isso aceita como quiseres
A dor que vou carregar
Lá porque me esqueceste
E não me amas eu vou-te amar




Maria do Mar


Floresta achei a tua quadra muito bonita e inspiradora. Não sei ao certo do que falas, da tempestade?, mas nem sempre passa. Nem sempre passa.... Não podemos menosprezar o sentimento-tempestade dos outros só porque já não é o nosso. Só serve para os fazer sentirem-se atacados e com raiva. Na vida, geralmente, as coisas que não passam são as que não queremos deixar passar. E não o devemos desejar só para nos sentirmos melhor connosco. Há quem queira honrar o sentimento. Mesmo se outros o atraiçoaram. Há quem ame para sempre. Há quem nunca esqueça. Há lembranças eternas. Se não acreditas nisso, pelo menos não faças pouco... pois essa tua certeza só o tempo a dirá. Há coisas que não passam.

Eu tenho a minha pele cheias delas... porque não haveremos também de ter o coração?


para o Chapeleiro Maluco

P.S. - isto, no fundo foi só o que a tua quadra me inspirou, com a minha própria vivência recente à mistura. Beijinhos.




Segunda-feira, Julho 28, 2003
Sei que irá passar.
E depois o que me dirás?
Dirás o que já espero.
Dirás o óbvio...




MIGALHAS

No Oceano da Solidão
as mãos fecham-se
O tempo é areia que se solta
vagarosamente das rochas
A água turva desfaz as algas flutuantes
e o interior das conchas

O som da lástima ecoa
na mansão vazia
Para lá da porta, o medo à solta
A lucidez retrai-se, desfaz-se no vácuo
Na casa do lado também há
arrecadações fechadas à chave?

Perpétuo caminho segue
por montanhas e vales
O cheiro do ar sufocante
encerrado nos armários
Desfaz-se no próprio lodo

Esvoaça folha ressequida
seca, sem vida
Desfaz-se
No esquecimento, algum
conforto efémero

A mentira é um pardal sem asas
Nos véus da noite esconde-se a dor,
as suas paredes guardam o som
espesso da chuva
As máscaras desfazem-se

Um andar mudo
arrasta-se na corrente
Frio nas cordas vocais,
os sentires ficam por dizer
Nos olhos a visão desfaz-se




Boa noite, em especial para o Cheshire...




We can't see clearly, but we can fly...




O derrame de sombras
que descem frenéticas
os degraus do ser
e mordem a relva luminosa
que iniciou o seu
crescimento há pouco
O rastejar armadilha de sombras
que fustiga a mente de deserto
e acende as águas paradas
onde crescem os pântanos




O Gato de Cheshire pirou de vez e, de certo modo, pirou-se. Com o Chapeleiro incomunicável e o Gato a ficar autista ou lá o que é, vou dividir-me como posso pelos meus afazeres e aqui pela louca festa de chá....cada vez mais louca...hihih.

Deixo-vos um dos meus poemas preferidos.
Para ler e pensar no significado profundo das palavras. Há coisas que principiam pelas palavras mas só são percebidas prestando atenção. Ao resto.



Principia pelo corpo mas não é do corpo
É algo indistinto de ideia e carne
Uma necessidade fulgurante da presença
Possível em olhar, cheiros e toques
Alcançados com a louca dança do peito
Em ramagens correndo as veias
Embebendo pernas e braços de som
De movimento voraz ao espaço
Onde mora o teu nome e o teu sonho

Principia pelo corpo mas não é do corpo...

É algo de indistinto....que só cheiro em ti.


Maria do Mar


LOVE!! LOVE!! WHAT MORE IS THERE???!!!

'CAUSE WEHEEEE NEEEEHEEEDDD THE LIGHT OF LO....AAARGGHHH!!! NO!!! ASKDLAKDJALDJAFJJFLF

OFF WITH THE HEAD!!! OFF WITH THE HEAD!!!!



LET ME GO....BETTER TO GO MAD THAN TO GRIN AWAY!!!!.....AAHAHAHAHAHAH....FLJKFKLJFAWJ....aH FKLFÇKLÇ

WEIJFBNRTUHQ0IF0'WJG90...



I am the Cheshire Cat

Now you saw me...now you don't. Goodbye




I am the Cheshire Cat

While some are together others are alone...




I am the Cheshire Cat

Loneliness and utter abandonment




A união faz a força!
Dentes, língua, saliva
e depois
garganta, estômago!
No fim,
sopros fortes de energia!!!




Bom dia,
que as flores se encham de pólen húmido
para trazer inspiração aos jardins da alma
para que nasçam admiráveis ideias e
inscrições de luz nos caminhos.




Domingo, Julho 27, 2003
Não se pode evitar o rombo da dor, mas até a dor sofre de erosão...




ERODENTE

sou rocha estendida no areal
após a tempestade
caí de varandas vacilantes
de carosséis de emoções
mas não morri
vivi nas prisões
do corpo em decomposição
senti as grades entalarem-se
nos movimentos das mãos
agora fiz-me areia
e vou voltar aos redemoinhos
que formam as ondas
que nos levam ademais




Boa noite com histórias de encantar...




Sábado, Julho 26, 2003
O Chapeleiro está em recolhimento mas eu encontrei-o aqui....ihihihihi.
E até fala de ti e tudo Floresta.


I am the Cheshire Cat

and...

[,,,] Remos

"Your true self knows more than you
Do not be trapped by your fear's devices"





I am the Cheshire Cat

and they say he looks like me and he is as mad as the Hatter...so...

(to be read and felt with care)

Crush

"Crazy how it feels tonight

Crazy how you make it all alright love

You crush me with the things you do

I do for you anything too

Sitting, smoking, feeling high

In this moment it feels so right

Lovely lady

I am at your feet

God I want you so badly

I wonder this

Could tomorrow be

So wondrous as you there sleeping

Let's go drive 'til morning comes

Watch the sunrise

To fill our souls up

Drink some wine 'til we get drunk

It's crazy I'm thinking

Just knowing that the world is round

Here I'm dancing on the ground

Am I right side up or upside down

Is this real or am I dreaming

Lovely lady

Let me drink you please

I won't spill a drop, I promise you

Lying under this spell you cast on me

Each moment

The more I love you

Crush me

Come on

It's crazy I'm thinking

Just knowing that the world is round

Here I'm dancing on the ground

Am I right side up or upside down

Is it real or am I dreaming

Lovely lady I will treat you sweetly

Adore you

I mean

You crush me

It's times like these

When my faith I feel

And I know

How I love you

Come on

Lady

It's crazy I'm thinking

Just as long as you're around

And here I'll be dancing on the ground

Am I right side up or upside down

To each other we'll be facing

By love we'll beat back the pain

we've found

You know

I mean to tell you all the things I've been thinking deep inside

My friend

With each moment the more I love you

Crush me

Come on

Lady

So much you have given love

That I would give you back

Again and again

Meaning I'll hold you

And please

Let me always"

Dave Matthews



Lá no fundo, há um mundo sem fim...
Há muita água, muito peixe e escorregas azuis...
Há naus, náufragos e bóias leais...
É à escolha do freguês...
Há os três pelo preço de dois (promoção limitada ao stock existente)...
Há peixes afogados e outros mal-educados...
Há bacalhau da Noruega e bacalhau florestal...
Há estrelas que caíram lá de cima e rochas com sede...
Lá no fundo, há um mundo sem fim...




Programa Tentativa Praia/Campo 2003:




- O que vai ser?
- Um Verão de Alegre Prazer!
- Peço imensa desculpa, mas está esgotado.
- Já! Este ano a coisa vai mal! Já ontem não havia Risos Prolongados na Boca!
- É verdade, é verdade, há anos assim...
- E que tal um pouco de Luz à Nossa Volta?
- Já há pouca, mas ainda lhe arranjo...
- Agradecida.




Se fosse peixe, voava em companhia das amigas gaivotas...




Em homenagem aos nossos amigos... (To our friends...)
Para o tipo do chapéu também...





Consta que o director da prisão é o cérebro!




O corpo sempre foi uma prisão!




Hoje sonhei acordada contigo Floresta.
Éramos assim:




Sexta-feira, Julho 25, 2003
Sonhos mágicos...




E por fim, o Mensageiro de BOAS NOITES!




UmA PaiSAgEm BaRcÓlicA...




Se fosse sol, tinha sabor a morango...




PaRa O pUsSy PoRrRrrREiRo:




Canção de amor e ternura

Primeiro tomei os teus dias ao longo dos anos
enrodilhei-me nas tuas horas, mesmo invisível,
aninhei-me nas tuas memórias, mesmo mais fundas

Mas não bastou

Depois mantive-me à distância da voz e do pensamento
Pois o abraço é a porta da paixão
E não há regresso do passo de amor eterno

Mas não bastou

Um dia, depois da morte ter passado
O presságio foi verdade e passou assim o amor
Apanhei-o como um pássaro de luz
E beijei-te no espaço ascendente do movimento

Mas não bastou

Quis levar-te às profundezas de ti através de uma vida sem medos
Sem limites ou ansiedades
Onde todo o desamparo é possível mas sem receio
Pois eu estava lá e tu para mim

Mas não bastou

Temeste a força e a libertação dos sentimentos
Sofreste à verdade do eu encantava, enfim
Abracei-te, beijei-te, tomei-te de ti
Tudo. Mesmo o para além de mim.

Mas não bastou

Enlouqueceste de sentimento ou o sentimento tomou-te além de ti
Eu fui incapaz de continuar a levar-te às profundezas do teu ser
De guia e companheira passei a inimiga e agressora

Mas não bastou

Depois mesmo quando te quis tomar nos meus braços e dizer-te é para sempre
Sempre para sempre, pois compreendo o sofrimento que é ser,
Deixa-me ser contigo, sejamos os dois e não contra mim
Temeste apenas a perda e não me acreditaste nunca

Mas não bastou

Levaste-me ao desespero de vociferar mentiras e ameaças
Para pelo meu amor te levar de novo a ti
Mas temeste a inconstância a incerteza que é ser livre
E ter um amor total que nos quer mas devolve ao mundo
Pois nos quer encontrar do Mundo.

Mas não bastou

E, então deixaste-me

Mas não bastou

Porque eu sei que um dia hás-de encontrar-te contigo
E perceber que eu estou sempre querendo-te
A ti mesma, verdadeira
E não ao eu cindido que foge de medo
E nesse dia sentirás que a minha mão invisível te esteve sempre afagando
O meu abraço de há anos é eterno

Maria do Mar


TRISTEZZA




Quinta-feira, Julho 24, 2003
I am the Cheshire Cat

and i found more clues as to why the Hatter is Mad as Mad...

"The positive influence of Venus includes potential for remarkable artistic talent, and uncanny intuition about people as well as relationships. Venus implies those who are wise, compassionate judges or counselors, creative writers, or gifted poets"

It's you Hatter!....

(i'm loving this research on Venus in the Twelfth House...purr...purr...grin)


Apenas...




A sibila bruna

Antes a graça era
Sentir só o corpo rir
Agora a graça é
Querer tudo sentir

Antes pouco bastava
Para a alegria espreitar
E agora parece
Nada a poder chamar

Antes eu era assim
Escrevia em quadras serenas
Agora sou assim
Relembro as costas morenas

Que são uma marca
Para aqui disparatada
Mas para mim obcecada
Que a olho
Um mar de bronze desejado
Contorcendo-se na minha memória
Ela é uma sibila
Que por enigmas bastantes
Me vai trazendo o passado.
Só assim o relembro

Antes guardava-o
Em caixas de azeite e sapatos
Ou objectos fatais
De uma vida que passa
Pois é, merda! Ela passa!
E eu a prendê-la nas caixas
Nos acetatos
E nas fotos

Agora deixei
¿
Deixei
Que por não ter palavras seguintes
Significa uma ausência de restos
Ou seja uma ausência de tudo
Foi isso que deixei
Deixei a sibila de costas morenas
Cantar um fado ledo
De momentos bons
Deixei-a inalterada
Porque antes choraria
E pusilâmine, atordoada
Gritaria por ela.
Agora, perdi o passado
Abandonei a sibila
E cumpri a profecia
Que dizia a morena

¿Se não queres o passado
Para poderes o futuro
Então o futuro que puderes
Será doutra que não tu¿


Maria do Mar




diz-me que ainda há luz nas estrelas
que posso dormir em sossego
sabendo que as estradas
continuam iluminadas
apesar de eu não saber o caminho...




Já que a toada é de tristeza e uma vez que todos nós sofremos e a mim também já me partiram o coração, braços e o futuro, várias vezes....uma vez que isto tudo e mais vezes, por certo...então:

Vou pela rua cheia de raiva
Olhando a vida na cara dos outros.
Bate-me no rosto em saraiva
Faz-me me querer matá-los aos poucos.

Mas antes prefiro aguardar
Encher em mim tudo o que tenho
De plena sede de matar,
De rasgar, de ferir, de fazer lanho.

E enquanto os outros passam por mim sendo
Eu passo por eles pensando nisso
E algo me vai dentro comendo,
Matando, tirando o viço.


Maria do Mar




quando os passos são incertos
há um banco
que nos conta histórias
histórias que foram verdes
e agora são castanhas
porque o tempo tudo amadurece
no entanto da sua massa nada cresce
depois dos ruídos, o silêncio




I am the Cheshire Cat

and this is Venus in the Twelfth House

"Devoted and pious to the one you love, whether they be of human or divine origin, you seek feelings of the profoundest nature, truth in your relationships and unique emotions. Venus leads you into a universe that is artistic and intimate"

Once the Hatter told me he was fascinated by the mechanics of the Universe. And that once you found the One you love all seemed to fall into place. Now I understand....
I hope, wherever you are, that you can still marvel at the wonders of the World. That one and this.



I miss you your madness.


as mãos calam-se
no corpo retraído
dias disformes sucedem-se
e trazem pouco alimento à boca
se fosse de cristal
não me partiria
mas sempre fui vidro
com passagens várias nos fornos
onde as mãos se misturam
com múltiplas areias




Que a noite te mime os sonhos...




Os dedos empurram as paredes com a força dos castelos
Mas as mãos são preguiçosas e suspiram para o lado
A navegação segue o canto de um olhar perdido
E o leme fica vazio, entre a roupa suja
No comboio das 17:00 chega a solidão
Pede perdão, veio no comboio errado
Mas agora que está aqui, senta-se ao lado dos pés
Os castelos são atacados por escadas-destruição
Os dedos fartos desprendem-se das mãos
Nem sequer para o jantar ficam
Na casa vive uma árvore seca e um olhar que se busca
Senta-se ao lado dos pés
Os pés olham sem interesse a roupa suja
Mas como querem subir a colina
Aquela, já ali à frente
Nadam até ao leme e movimentam-se para sul
Um rumo no meio das moléculas do caos...




Se o descanso voasse, eu era a pena mais leve...




Aqui no meu retiro...

estou a escrever um conto, intitulado MDMA (Muito Desejo, Muito Amor)

antecipo o final:

"e então, nesse momento total de expansão da consciência, momento prometido, à beira de ser alcançado, todo eu convergi num ponto, pois a minha consciência não tinha expansão outra que ele. Assim me defini ao entoar aquela frase: [...]. E soube-me verdadeiro, como se é num sonho, livre. Esta, era, afinal, toda a expansão possível da minha consciência. Pois outra não havia nem o Universo ou o País pode ser mais que infinito. Disse-o e sabia-me a ser total. Sabia-me um pouco por todo o lado, como se aquela frase fosse magia e revelasse o enigma da ubíqua existência, pulsando em todos os átomos."

Ainda pode ser alterado...mas esta é a ideia geral...


O Chapeleiro tá completamente Maluco...coitado...

Um poema das coisas simples

Andei até à janela
Voltei o rosto ao sol
Olhei a rua
Gritei aos pássaros
Sorri

Amei o momento da luz
Quis o vento na minha cozinha
Abracei o corpo da minha amante
E cantei-lhe

Antecipei os gestos
Vesti-me de negro e saí
Passeei nas ruas despidas
Quis matar-me
Sonhei em ti
Perdia-te


Maria do Mar


Nas entrelinhas...

O chão que arde de perna cruzada e de boca fechada, que vem sozinho e miudinho queixar-se da pedra dura e não consegue articular sons de sílabas primárias e chama pelo telefone a névoa que limpa o seu nome da paisagem vadia...




I am the Cheshire Cat

and the Hatter sent me an underlined book for me to post.
So here goes the first part...

"...quanto mais procuramos a mudança no exterior, quanto mais vezes mudamos de roupa, casa, automóvel e bugigangas, mais intolerantes nos tornamos em relação à incerteza a que diariamente estamos expostos. Isto parece ser um paradoxo, mas apenas enquanto não percebemos que a fúria do novo nasce de um medo, mais concretamente do medo de entrarmos em contacto com os nossos sentimentos interiores, dos quais somos mantidos afastados e os quais, por isso, têm de nos permanecer estranhos e perigosos. São eles a nova insegurança que parece oprimir-nos. No entanto, apenas seremos capazes de encontrar uma saída desta nossa condição se conseguirmos voltar a entrar em contacto com os nossos sentimentos interiores."

Arno Gruen, A Traição do Eu


Há cantigas que se demoram nas varandas da audição,
que se mantêm ecoando no tacto...





Há bicho no mato...




Hoje vou vaga pela rua
Sem sequer saber por onde ando
Passo os passeios da pedra crua
Passo as matas verdejando

Não tenho outros pensamentos
Senão chegar mais além
Passar mais cruzamentos
Mais praças, mais alguém

É certo que passa por mim gente
Enquanto vou vaga pela rua
Mas por ir vaga o meu coração não sente
E não sabe sequer a alma sua

Por isso vou vaga e vazia pelos caminhos
Desejando talvez encher
Os meus recantos mais daninhos
De alguma vontade de ser


Maria do Mar


Os seres de luz vão ajudar...




Tenho a pele a saltar-me do corpo!!!




Quarta-feira, Julho 23, 2003
I am the Cheshire Cat

and this is the Norwegian Forest Cat






I am the Cheshire Cat

and this is the CheGuevara Cat





Querida Luz,

eu agora moro cá em baixo, nesta altura do ano estás um pouco forte demais para mim, quando me quiseres visitar faz-te escuro e vem até cá abaixo, terei o maior prazer em rever-te noutro formato. Traz a ventoinha pois aqui está muito quente, estamos mais perto do centro da terra...

Aproveita a noitinha, desliga o interruptor e dá cá um saltinho, fico à tua espera,

Minhoca Traça





VENTANIA




Eu moro em cima dos prédios dos traficantes de ar e voo entre o silêncio
com a pressa de um cavaleiro para das minhas asas nascer o barulho
do vento-transformação e seduzir os pássaros pousados nas nuvens
e juntos sermos ventania.




Because we are all...




And some forest friends to play with...




To Mr. Cheshire Cat, a cup of tea with honey...




O sabor do mel... (parte 2)




O sabor do mel...




ONDAS ELEVAM O PESO DA LUZ SOBRE O CORPO




há um olhar que se prende
nessas vozes que não param
de chegar em torrente
mas há um rumor que vive
apenas aí dentro
e que abre as janelas
com um sopro de sol
depois há o silêncio e
de novo as vozes
mas podes sempre
escutar o rumor
e demorar-te nas janelas




I am the Cheshire Cat

and i read this somewhere...

"A person who is a sensing type may not be able to see the forest for the trees while an intuitive person may not see the trees for the forest. Sensors see the actuality and intuitives the see the possibilities. Sensing and intuition provide information about the world but very different sorts of information. People operating from these two functions see the world in very different ways."

"I've never been sure whether that old saying about trees and the forest is about not seeing the forest for the trees, or about not seeing the trees for the forest. As I've interpreted it, if one doesn't see the forest for the trees, one is too busy with detail to see the larger picture. And if one doesn't see the trees for the forest, one is too lost in the abstract to see reality. So, it seems to me that the saying can work either way - depending on what one is trying to say."


Yes...yes....we are all mad here...






I am the Cheshire Cat

and i would like to share this with you



to help us endure the days, into oblivion...


I am the Cheshire Cat

and this is my MOST IMPORTANT message ever


"Alice felt that this could not be denied, so she tried another question. `What sort of people live about here?'

`In THAT direction,' the Cat said, waving its right paw round, `lives a Hatter: and in THAT direction,' waving the other paw, `lives a March Hare. Visit either you like: they're both mad.'

`But I don't want to go among mad people,' Alice remarked.

`Oh, you can't help that,' said the Cat: `we're all mad here. I'm mad. You're mad.'

`How do you know I'm mad?' said Alice.

`You must be,' said the Cat, `or you wouldn't have come here.'






I am the Cheshire Cat

and this is my second most important message ever



"The Cat only grinned when it saw Alice. It looked good- natured, she thought: still it had VERY long claws and a great many teeth, so she felt that it ought to be treated with respect.

`Cheshire Puss,' she began, rather timidly, as she did not at all know whether it would like the name: however, it only grinned a little wider. `Come, it's pleased so far,' thought Alice, and she went on. `Would you tell me, please, which way I ought to go from here?'

`That depends a good deal on where you want to get to,' said the Cat.

`I don't much care where--' said Alice.

`Then it doesn't matter which way you go,' said the Cat.

`--so long as I get SOMEWHERE,' Alice added as an explanation.

`Oh, you're sure to do that,' said the Cat, `if you only walk long enough.'






Arghhh




Os poucos e frágeis movimentos do corpo acompanham os poucos e frágeis movimentos da mente...




Terça-feira, Julho 22, 2003
Boa noite...




(No entanto, aqui vai a original ponta do iceberg...)




Ao abrigo da virtude hospedei-me no teu peito
Nessa carne de perdição, aromática e gostosa
Acordei os poros mais ressequidos de mim
Estreitei os braços aos teus, como um telhado sobre tudo
E aninhei-me, para dormir, naquele espaço entre os sonhos
Depois do dia raiado, acordei, acordei-os. Libertei-os
E antes de fugirem, abrirem o céu para mim, prendi
Bebi deles o suor que pude, que era salgado e bom
Transformando a minha fome em prazer, a minha enxerga de noite
Em leito de riacho e paredes sendo casarão
Repleto assim dela abandonei o quarto da noite de ti
Quis descobrir um caminho que tornasse ao teu corpo
Que preenchesse o meu cansaço de cadência
Fizesse sorrir o teu rosto
Estava na orla da floresta, depois de pernoitada em ti
Despojada de vontade de ser dos outros, mas só de ti
E perdida, oculta no teu corpo a virtude,
Ocorreu-me ficar no teu país para sempre!


Maria do Mar


Este blog está rapidamente a transformar-se num fastástico blogimagético.
Acho que o Chapeleiro nem vai reconhecer esta Festa quando voltar...


Manual de primeiras palavras

1

tu és um sonho, tão fluidas são as tuas formas
tão semelhante és ao curso de água, translúcido
que habita as margens do meu pensamento

tens o cabelo anelado e curto, orvalhado da humidade
que vem das grutas das fadas, das falésias luminosas das sereias
e dos bosques cerrados das ninfas

tens um rosto semelhante à convicção da loucura
igual à perfeição da vontade e repleto de claridade
tem ele a transparêcia do biombo oriental
Que torna o fogo uma máscara de mármore. Viva.


Maria do Mar


(Também há patinhos na floresta, feios, bonitos, há de tudo...)




(Patinho, patinho, a tomar banhinho...)




(A árvore é a ponta do iceberg...)




OFERENDA




(Uma floresta vazia, como nos sentimos às vezes...)




(Umas árvores no tchuca, tchuca, mui belo...)




(Uma menina que anda por aí na floresta, a esvoaçar-se...)




(Ilusão, ilusão e não é que nos perdemos...)




(Os seres florestais são amigos)




CORAÇÃO FLORESTA




(Hum, tanta coisa, o que mais preciso, muito descanso, calmaria e o calor em todos os poros, no meio de uma qualquer floresta)




(Uma árvore forte, uma árvore senhora de si, que cresce cá de dentro...)




Apenas...muito...

(Sim, quero isto muito, as piscinas da minha infância, os mergulhos que nos faziam mergulhar para fora de nós mesmos...)




SER MAIS




FLORESTA




Ó olhos meigos
Encontra-me!
Onde quer que estejas, encontra-me!
Preciso de ti para me amansar
Preciso de ti para partilhar
Tudo o que me vai cá dentro sufocando
Latejando as têmporas em quase explosão

Ó olhos meigos
Porque teu nome não sei
Ancora-me, nesta deriva que sou,
A ti, presa e agrilhoada
Para sempre de bom grado

Ó olhos meigos
O teu rosto é calmaria
Os teus cabelos, laivos de ouro
Em vida sedosa

E o teu corpo
Um mistério

Ó olhos meigos
Que nada sei fazer sem ti
De amor foram os olhares primeiros
E para sempre de amor, derradeiros

Ó olhos meigos



Maria do Mar


Chapeleiro,

recebi a tua carta. Como sabes já tenho o meu próprio blog mas acho que posso aparecer aqui na tua louca festa de chá, uma vez ou outra, para deixar umas coisas minhas. Não tenho é muitas imagens para colocar, vou pôr só uma agora. Espero que perdoes. Obrigado pelo convite...
Onde quer que estejas desejo-te o melhor. Desejo que o teu caminho seja bom e faças novas descobertas. Desejo que te mantenhas meu amigo, com a mesma loucura de sempre. E que regresses rapidamente, regenerado e ainda com mais visões. Afinal, somos os dois peixes, não te convenças do contrário. Beijos.


Mulher

às mulheres

Auréolas rúbeas e grinaldas de prata
Enfeitam teu halo, mulher
Marchetado a esmeraldas e rubis
O caminho para ti
E tu, trigueira pele, brunos cabelos
Azeviche teus olhos belos
Que infame luxúria
Te divinizou tão lasciva?
Que deus te quis perdição?
Que deusa te quis sensual?
Porque és tu, mulher, tão celestial?


Maria do Mar



P.S. - Smiley, how about asking before posting any more of my limericks? han?... hihihihihi


E agora?




Corpo
pintado de sombras
fermenta
o sono, o cansaço
as perguntas, as vozes
muitas vozes
na paisagem de neve
que pouco incita à vida.




I am the Cheshire Cat

and this was written on the wall

"you know what I miss
those times in which there were no others
and all I wanted was to be with you

why did that have to change?
Why can¿t somebody like me?
Am I so fucked up
With no way out?

In the end
All it rests is
Great desire to be loved"




Na minha mente
apenas uma vista baixa
de troncos curtos e ferrugentos
que não alcança a paisagem.




I am the Cheshire Cat

and this i heard

"Every night when I go to bed
I hear this question inside my head
Who are you?

I have no answer every night
And every day I live in fright
Who are you?

It is as if I am not who I am
But much more than just man
Who are you?

And it seems my life is but a quest
To answer the voice¿s only request
Who are you?"

Edward Albion




I am the Cheshire Cat

and these are words coming from Leeds

"All the things
We never needed
I don't need them now
All the things we ever did
Were always confidential
And hidden from me anyhow

You can stand all night
At a red light anywhere in town
Hailing maries left and right
But none of them slow down
I seen the best of men go past
I don't want to be the last
Gimme something fast

God knows everybody needs
A hand in their decision
Some of us are not so sure..."




Mais um desabafo...




Apenas...




Sou ruínas
Sou farrapos
nos campos
juntamente
com os mortos
e as cigarras
que os cantam

Estou exausta




Segunda-feira, Julho 21, 2003
RISO ABERTO AO MUNDO




vou soprar o vento até ti
para que ele te possa levantar
com a força de um tufão
alto
longe
até onde quiseres ir




Restos de luz
na paisagem gélida
que lentamente
alarga os seus horizontes
deixando-se cair
aos poucos
sobre o corpo em cinza
como uma película
de som delicado...




Pendurados na vastidão, expectantes,
como se as respostas viessem do céu
envolto em rios de tons prateados, que,
abrindo-se, despejasse uma verdade límpida
e amanhecesse os caminhos que nos unem.




I am the Cheshire Cat

and this is something i heard in the night...

"I will not go against myself. I do not want you."

Later he replied in his thoughts:

"Nor will I. I will stand alone."

And all the sorrow in the land came upon him.






I am the Cheshire Cat

and this a little portuguese limerick

"A gente vamos pois nós está sempre passando
A gente não vai, vamos nós, mesmo que gente,
Que vai sonhando.

A gente não vai a gente vamos
Está sempre um nós perpassando
A gente vamos, vamos nós e mais ninguém
Vamos dançando

A gente podia ir, há gente que vai
Mas nós não vamos, a gente não vai
A gente vamos.
Porque mesmo na gente somos só nós
Mesmo na gente que vai
Nós somos gente que vamos
Pois somos gente mas somos muito mais nós
Somos nós à volta de dois
Só os dois - nós - que nos amamos"

Maria do Mar




I am the Cheshire Cat

and this is my astrological report

Today the Moon leaves Aries entering Taurus, bringing emotional rest and stability to those in need.

Those with strong Neptunes in your charts please check your aspects. This is especially true for people with Neptune on the first house.
A good example being MAR - makes sense - Neptune is the God of the Seas.




Domingo, Julho 20, 2003
DENTRO DE MIM...




Sábado, Julho 19, 2003
CHUVA CONTIDA

Chuva contida arfando nos ouvidos
fugir das madrugadas sujas
rastejar sem som
e as larvas congeminam
esta porta
não se abrirá assim
o rosto terá de laborar
no percurso entreaberto
e sentirás o caruncho
e não haverá abrigo
mas terás a ternura
que se colhe nas viagens




I am the Cheshire Cat

and...

you may say I was the love of your life
or that she is the love of mine
but that is not true
because against all poets and men of that sort
the love of our lives loves us back
she may die, wars may put us apart
but we will love each other through it all
because love¿is an everbinding concept
A strenght that unites, joins and appeals beyond reason or explanation
It exists




Sexta-feira, Julho 18, 2003
I am the Cheshire Cat

and this is for you

Of what, like pearls and cherries
Like objects of desire
Or madness
Of what you say is the substance of love?
Maybe of air, as simple and pure as you may gather
Maybe of it that allows you to live
And to cry and to cry

Of pearls then if they would be purity
For love knows nothing of unclean
Of cherries then if they would be vessels of blood
For love is not something else other than

a fruit to be bitten
one self to be stricken
by the madness of being
shared by another

a tribute to Maria, the Menaed





I am the Cheshire Cat

and...

What is the color of the causeway you say?
Of time you dream
Nothing is as it seems
Not the trees, not the hills, not the sky nor the mills
Nothing i deem
Nothing is as it seems
For all is but future coming
Through the causeway as it is
And all is hidden in color
And that color is your iris





I am the Cheshire Cat

and this is a

Farewell song

Is it not a fall when everything begins?
Catch the leaves and plunge into the river
Care not for the coldness in you
For leaves you have of this world
And in water all things are purified¿




É o que acontece quando temos a cabeça demasiado cheia!!!




Nós as tartarugas verdes do mar não somos lentas como as nossas irmãs terrestres, possuímos umas barbatanas especiais e em pouco tempo nadamos de um mar até outro. E como somos umas tipas porreiras damos sempre boleias a outros seres aquáticos!!!




A CAVALEIRA DOS SONHOS




Obrigada por tão calorosa apreciação da minha existência neste Maravilhoso País!
Vou sair das profundezas marítimas com milhares de novas ideias para animar este
Mundo Fantástico. Conto contigo, Cheshire e com o teu Sorriso Maroto para fazer
brotar toda a espécie de criações festivas por aqui!




I am the Cheshire Cat

and it has come to my attention that The Menina Azul Riso is thinking about leaving our own Wonderland.
That we must not have.

MAR is the most wonderful being that ever stood on the fields of the Dream. To hear her is to unveil new and different ways of looking Through the Mirror.
She is funny, ever laughing, congenial, gorgeous as the Gates of Dawn (ask the Piper) and full of brilliant ideas, brighter than the Summer of Orion or the Climax of Andromeda. She is a symphony of Vision.

So, all together now and cheer with me:

MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!! MAR!!



Stay with us Menina Azul Mar.


Terça-feira, Julho 15, 2003
IMPACIENTES RAÍZES

a caminho das colinas jovens
as impacientes raízes
vão rompendo o dia
aproveitando a água límpida
que corre na terra confidente
cá fora a manhã já vai alta
nas ramagens rebentam folhas novas
a caminho das colinas jovens
as impacientes raízes
vão trepando ávidas
até que finalmente avistam
o cântico do pastor
e os murmúrios das ovelhas




Descobri uma imagem mui bela que me faz lembrar uma figura mítica, a "Sobrinha do faroleiro":




VIDA PARA TI




Sua Alteza Humor Instável toma-me como sua súbdita. Lá vem Ela toda altiva, sempre agitada... É uma ginástica estranha, um sobe e desce imparável e poucos resultados práticos: a flexibilidade e massa muscular continuam idênticas. E no fim Ela ainda exige que lhe faça uma vénia, como sinal de agradecimento!




Hoje queria poder abandonar as minhas falhas junto às rochas
e perder a morada dos perdidos e achados...





INTEIRO

Ó Chapeleiro queremos-te inteiro, pois sabes, há um mundo
inteiro à tua espera para explorares...




Incomunicável

Devido ao meu estado estar a atingir níveis preocupantes de alteração comportamentel ou tal;
E uma vez que sou um louco coerente e gosto de beber a minha chávena de chá com mão firme e chapéu no lugar:

Estarei incomunicável por uns tempos. Até mais.





MAR

Como lá em baixo escreveste três gaivotas e só vi duas...

toma lá mais uma. Para te trazer até aqui.

E vem comigo deitar-te na praia perto do farol. E banhar-te na água salgada.

À noite havemos de fazer amor sob a luz intermitente...e o céu candente.



Ou não.
Chapeleiro perdido no Pacífico


Um dia destes MAR...

havemos de ir à Feira Popular.



Chapeleiro Maluco em viagem


Sinto-me menos
Sinto-me menos
Sinto-me menos
Sinto-me menos
Sinto-me menos
Sinto-me menos
Sinto-me menos
Sinto-me menos
Sinto-me menos
Sinto-me menos
Sinto-me menos



Porque me levaste a essência?




Chapeleiro Maluco em qualquer lugar


I am the Cheshire Cat

I can not stop the body from becoming
Useless and old
As the days and muscles shrivle
Into a dry sunset




I am the Cheshire Cat

and this is the darkness...

I want the lights to go
Somebody please turn off the day
I can¿t stand it
I can¿t stand all this brightness
And this joy
Oh how I want the night
To come down on me
Like a robe on a lover
An embrace from behind
Onto my chest and my stomach
I want the darkness





I am the Cheshire Cat

and this is my....

Flesh

For if you watch you strike
So goes to thrive the flesh
To embrace the mournful body
As a leap into the darkness
And darkness being all
Pleasure dreamt and revived
Sadness unleashed
Oh How I want the flesh
Against my face and hands
All the joy of worlds
Inside each breath
And skimming through the skin




I am the Cheshire Cat

What dreams are we do not know
We do not know
And you have no idea what madness is
No idea

And at the dark hours of the night
Just before we let sleep take us away
We seem to endure anything
And to laugh at any pain

For afterwards
We go into the land of dreams
Secret and unknown

Without knowing

And if we awake for another day
All dreams remain a bliss
And all madness is at hand




Segunda-feira, Julho 14, 2003
E por fim, BOA NOITE!




Um grande encontro nas profundezas...




Algumas risadas...




milhares de risadas habitam em mim
vêm aos tropeções
e passeiam de braços abertos
por todas as canções
vêm de mim em brasa
provocar fogueiras
acender lareiras
puxar as carroças cansadas
e as almas desmoralizadas
inventam uma linguagem fluorescente
que invade o peito
e ilumina o corpo e a mente




Hoje apenas queria que três gaivotas de silêncio
me transportassem para longe das linhas telefónicas...





Porquês em palavras rasgadas
Porquês em sentires assombrados
Milhões de ruídos e veias habitadas
de venenos, que saem e entram
ao sabor de estranhas melodias:
Os porquês espalham-se pelos dias
sentam-se nos bancos de jardins
esvoaçam com as folhas
espreguiçam-se na relva
são os peixes dos lagos...




I am the Cheshire Cat

and I am with you




I am the Cheshire Cat

and you are not alone...





Je voudrais être...




Toujours le même, toujours le même...




I am the Cheshire Cat

and this a lovely beach for Menina Azul Riso




As tartarugas verdes do mar, essas criaturas maravilhosas, dirigem-se para o seu habitat...




TELEGRAMA

SOL envia cumprimentos loucos loucas maravilhoso blog!!!




Olhem, olhem, o que eu vi, o Gato de Cheshire está armado em Chapeleiro Maluco...
Bem, mas este é o mundo dos chás, infusões e também fusões!!!




Mais um maluco que cai

A vantagem de cantar é que a música subsiste e ecoa muito para além da pulsão do sangue.
Compay está morto mas Compay está vivo. Isto parece-me claro.



Chapeleiro Maluco em Havana


Reconhecimento

A Louca Festa de Chá continuou sem mim melhor que comigo. O Gato de Cheshire já está a imprimir a sua marca sóbria. Mas, olhando o ecrã quando consigo deitar mão a um computador, torna-se evidente que esta Louca Festa de Chá está cada vez mais colorida, divertida e, claro, louca, pelas boas graças da MAR.

É por isso tempo de vos revelar um pouco mais sobre ela e sobre a imensidão de vida que contém. Eis a MAR!



Chapeleiro Maluco no Faial, Açores


Domingo, Julho 13, 2003
Levantar voo é uma arte que exige prática, defendem alguns.
Cá para mim exige levantar as asas no momento certo.





Lembranças de infância...
Mais água...
Mais vontade...
Um salto para a frente...
A ver se não caio de costas...




Como sabem os morcegos têm problemas oftalmológicos,
por isso resolvemos dar-lhes uma ajudinha...





Alguém precisa de óculos?




Flor partida
de negro vestida
nasceu no Outono
floresceu na partida





UMA ENTIDADE SUPERIOR, O SR. DÉCIMA SEGUNDA CASA




I am the Cheshire Cat


and these are the words of Mr. Ian Curtis...

"I've been waiting for a guide to come
and take me by the hand
Could these sensations make me feel
the pleasures of a normal man?"




E ele fica todo contentinho, não é?




A Menina Azul Riso faz uma festinha colorida ao Cheshire Cat...




Sábado, Julho 12, 2003
Posso sempre recorrer a uma fonte...




Já sei que não tenho direito a isto, mas fica o desejo óbvio...
Quem sabe um dia, talvez...




I am the Cheshire Cat

and this is my couch




I am going up, let me take you with me
Ah! Yes! I am going up
Through madness and joy i am going up
So good young lady, so good to be able to travel the path of the gods
So good to linger where others only dream.
I am the desire.

The Cheshire Cat


REFÚGIO-MAR

Novamente debaixo de água...




I am the Cheshire Cat


and this is my drinking glass




Good morning. I am here.


Queremos flores!!!
Flores ao poder!!!
Queremos flores!!!
Flores ao poder!!!
Queremos flores!!!
Flores ao poder!!!














Depois acordei, claro...




Sonhei que vivia numa paisagem pacífica...




DOCUMENTÁRIO PAISAGENS DO MUNDO

"...as paisagens pacíficas são miragens
mas de vez em quando lá vemos uma
e muito de vez em quando
não se trata de uma miragem
mas repito, muito de vez em quando..."






ALL THE TIME, ALL THE WAY
ALL THE TIME, ALL THE WAY
ALL THE TIME, ALL THE WAY
ALL THE TIME, ALL THE WAY
ALL THE TIME, ALL THE WAY



E para amenizar o ambiente...




RAP COMIGO TÁS LIXADO

Dragão armado em furacão
queres sufocar-me com o teu fogo
mas és uma anedota pegada
não penses que me vences
já cá ando há muito tempo
conheço bombeiros companheiros
conheço as tuas tramas
tentas lixar-me ò palhaço
e morres afogado em vinagre
faço-te em salada
e a seguir atiro-te à bicharada




Alice perdida, ié, ié, yó
queria saber respostas, ié, ié, yó
quase lhe cortaram a cabeça, ié, ié, yó
mas lá encontrou a porta, iéééé




RECADO

Por favor,

Não se importava de encher novamente o poço.
Preciso urgentemente de água.
Trarei os baldes, como de costume e cuidarei bem dela, como sempre.

Muito agradecida.





Magnifico este quadro, este "Árvore Mulher"
que cresce da terra jornada, de mãos peregrinas,
possuindo os campos com as suas substâncias vitais...




a pele ergue-se em flecha
empoleira-se nos longos parapeitos
que a manhã traz
e sente poisar nos ombros
os sons do crescimento:
um oxigénio lento
que se bebe em inspirações demoradas
como se de sementes se tratasse
e delas nascesse um céu maior




Juntem as peças sem demora e eis que não aparece a aurora
mas um grande vulcão que quer rugir como um leão...




RAP DESESPERO

Desespero sem saída
onde está a minha via
quero sair deste buraco
sinto-me um trapo, yó
Está na hora de ir para a frente
e não encontro a estrada
para sair desta mágoa, yó

Refrão

Desespero, desespero
não és meu amigo
quero sair deste castigo


Desespero absurdo
daqui de onde estou
não sei para onde vou, yó
Uma luz, um sinal
apenas me quero sentir
menos mal, yó

Refrão

Desespero, desespero
não és meu amigo
quero sair deste castigo






Sexta-feira, Julho 11, 2003
Contem-me outras histórias
quero viajar convosco
e ser outro andar...




Vamos de mãos dadas amiga
nesta estrada sem vislumbre
Estou ao teu lado amiga
sou apenas calor
mas tenho mãos largas
onde cabes sempre...





Voltas para mim amiga
e quebras a distância
que nos separa
e ris comigo
risadas de liberdade...





Nos arredores de Salónica mas sempre convosco

Como tive oportunidade de vos dizer, parti. A loucura estava ficar muito lado negro da Força, as forças ctónias desordenadas apoderaram-se da minha Louca Festa de Chá. Segui o exemplo de dois dos meus modelos, Diónisos e Orfeu e desci aos Infernos pelo caminho do Ténero mas como não tinha velas e o Caronte está de férias em Julho, perdi-me. Lá consegui voltar à luz perto de Salónica, onde descubro um computador com rede e me deparo com a triste constatação de que a Catrapila não pode mais assegurar o regular funcionamento desta Festa. Ora a MAR, genialmente louca que é, não pode fazer tudo sozinha. No entanto, desde já agradeço o esforço da Catrapila e os seus belos poemas...

Estranhamente, enquanto com este dilema me debatia, recebo de Cheshire um telegrama com o seguinte conteúdo:

Hi Hatter STOP thought about visit STOP might light in? STOP new things to show you STOP Cheers STOP

Fiquei, como é evidente, radiante. O Gato de Cheshire é bico do mato. E, de imediato, repliquei:

Cheers Chesh STOP away for a while STOP search for new madness STOP delighted to have you anyhow STOP light by and mingle STOP do show the new things STOP we are ever so fond of them STOP until my return STOP a good shake STOP

Convosco, pois...

The Cheshire Cat (que só comunica em inglês, i'm afraid) com novas do meu País, aí Desse Lado do Espelho.



Chapeleiro Maluco em Salónica


Foi de quem?

Foi de quem a festa do mar?
Da mulher? da virgem? sereia?
Das cores várias do sal
Posto à luz do sol posto

Foram de quem as lembranças das ondas?
De ninfas? de deusas? de magas?
Ou de um torpor cinzelado
Nas rochas da costa firme?


Foi de quem esse rugido forte
Essa acalmia depois
Esse ímpeto de morte
Esse serenar de sóis?

Foi de ti, do búzio dado
Chegado a mim, como tu
Pedaço de mar entoado
Amado



Catrapila, P'lo Chapeleiro Maluco



Que farei?

Que farei aos postais que comprei para ti?
Enviá-los-ei para um futuro próximo
Na esperança que ainda lá mores



Chapeleiro Maluco em Salónica




É no Verão que me sinto mais sozinha



Catrapila, P'lo Chapeleiro Maluco



Alguém pediu uma laranjada?




Quinta-feira, Julho 10, 2003
Este quadro chama-se TEMPO ESPIRITUAL




MAR

o mar perde-se
nas viagens do vento
semeia o alimento
das conchas abertas
aos desejos por velejar
as areias guardam-no
no sono e movimentam-se
na sua aventura transbordante
se cantasse
navegava em sonoridades
de terra pouco firme
pois o sonho destroça
as dunas inertes
e leva-nos a outros portos




Grande futuro

Assim era claro que estavam os dois
destinados a um grande futuro
Porque era óbvio que tinham talento:
cantavam nos comboios, fazendo rir as moças casadoiras
e escreviam folhas de poesias fantásticas
de mulheres e aves, de gritos e pássaros
do vento e do cheiro das coisas todas.
Fumavam ao fim do dia um lento cigarro enrolado
E mesmo querendo da vida o mesmo que queriam
do sol - mais um dia - sabiam-se senhores de um grande futuro
Por isso na noite metida dentro a madrugada
Juntavam-se depois das amantes,
Das dores e dos perigosos prazeres
E diziam um ao outro: somos só uma vontade
De escrever, de amar, de cantar e beber
e estaremos aqui amanhã porque estamos destinados,

a um grande futuro





Catrapila, P'lo Chapeleiro Maluco




O que precisamos é de COR




Quarta-feira, Julho 09, 2003
Sonhar um sonho doce
onde tudo fosse água
e caminhos navegáveis
carregados de alimentos e mantas
e passear com os pássaros-luz
nas estações em florescimento...





Queria sonhar...




Guardarei este chapéu numa concha...




Um tributo às minhas amigas

As minhas amigas
são novelos de lã
quente e áspera
donde nascem
peças únicas




Da terra cresce sempre vida...
Sempre...




O Homem-subida passava a vida a subir.
Subia, subia, correu até não haver mais nenhum sítio para onde subir.
No final não soube descer e ficou a viver lá em cima.
Como tinha vertigens nunca olhava cá para baixo.




Alguém pediu limões?




Há flores que nascem na boca
alimentadas pela água interior
dos rios que banham
a pele acidentada...




PHOENIX




Perdição

As cidades e as gentes desmoronam-se
E uma guitarra treme ao sentimento dos dedos
Uma canção perde-se de si, entre ardor
E um guitarrista transforma em som
A sua dor...




Catrapila, pl'o Chapeleiro Maluco


AS ESTRELAS DO ESCURO EM QUEDA

tentei em vão
atingir as estrelas
e agora o sal que
percorre o corpo não
deixa respirar a pele
em queda
pouco livre
escondidas no escuro
as estrelas são olhos
das histórias flutuantes
em troncos rápidos
e mais à frente podres
se te dissesse "ensina-me
o caminho", não saberias
porque os caminhos
deixaram de existir
só bermas
e quedas
em nada livres
e o silêncio do escuro




Ah!....

...e para todos aqueles que ao longo dos tempos me têm perguntado sobre o feminismo, a relação mulher louca/homem maluco, a igualdade entre sexos e afins,

Eis a minha posição:




Fui.




Novas do meu País ou No Matter the Hatter

Caros malucas e malucos, Alice, Lebre das Lezírias, Ratinho, Gato de Cheshire, Coelho Branco, Lagarta, irmãos Tweedle, o Humpty Dumpty & etc,

Têm sido bons os tempos aqui na nossa Louca Festa de Chá. O Earl Gray mantém-se a potes e chávenas, a companhia tem sido boa. Dos Stranglers "Here comes the Mad Hatter" (obrigado pela dica Alice) até ao Tom Waits "Alice" todos têm feito o acompanhamento musical apropriado. Nas horas vagas o Ratinho joga ao American McGee's Alice, onde eu até faço de mau (sou um incompreendido, no matter). E, de qualquer modo, também eu, de vez em quando, jogo um bocadinho.
À parte isso faço chápeus, como sabem. Faço-o desde há muitos, muitos chápeus, seguro de que a cabeça é, sobretudo, para usá-los. Ela é valiosa de mais para andar para aí exposta às intempéries, ou pior, aos torpes e maus pensamentos. Um bom chapéu, por isso, é necessário.
Faço chapéus para cada cabeça pois nada deve assentar melhor que um bom chapéu. Já dizia o meu pai, louco de grande categoria que:
"chapéu bem assente, melhor a cabeça se sente". E uma cabeça bem sentida é garantia de um dia melhor.

Por aqui tenho deixado os meus registos diários do convívio pouco são mas sempre honesto, o que já não é de somenos nos tempos que correm. Confesso, aliás, aqui entre nós, que tenho sido mais honesto aqui do que em qualquer outro lugar (o Gato de Cheshire que comigo vem por vezes ao Outro Lado do Espelho que o diga). Peço desculpa se por vezes essa honestidade foi contradição, incompreensão, fúria, tristeza, exaltação. Mas é assim a humanidade de um chapeleiro maluco. E daí...não peço desculpa coisa nenhuma!

Tudo isto para vos dizer que estou de partida. A Louca Festa de Chá, como já antes aconteceu, lembrem a história que vos contei de Madchester, continuará sem mim. Aí terão a Lebre e o Ratinho. E, claro, a inigualável MAR.

Pedi à Catrapila para por aqui aparecer, costumeiramente, e deixar alguns brioches da sua sabedoria. Tenham paciência: ela move-se devagar.

Eu estou de partida com o meu companheiro, o Psiconauta, contador das histórias da mente, jogral dos reinos oníricos. Preciso de recuperar a minha loucura, pôr o chápeu no lugar, reaprender a ser anfitrião desta Louca Festa de Chá. E das outras (bom texto sobre cogumelos alucinógeneos).

Ao partir lembro-vos do seguinte: com 1 grama de MDMA (sigam o link em cima até a encontrarem) alguém escreveu isto...

"The coming on was gradual and pleasant, taking from an hour to an hour and one half to do so. The trip was euphoric and intense despite my having been naturally depleted from a working day and having started so late. One thing that impressed itself upon me was the feeling I got of seeing the play of events, of what I thought to be the significance of certain people coming into my life, and why my `dance', like everyone else's, is unique. I saw that every encounter or event is a potential for growth, and an opportunity for me to realize my completeness at where I am, here and now, not at some future where I must lug the pieces of the past for a final assemblage `there.' I was reminded of living the moment to its fullest and I felt that seeing this was indicative that I was on the right track."

E, no entanto, após ter dançado com a morte e lançado o meu sangue na rosa dos ventos, havia chegado à mesma conclusão. Que se mantém inalterada até hoje.

Diz o louco Dave Matthews, do sofrimento à felicidade, que

"the dreaming tree is dying"



Está mesmo.
Por isso parto em busca da ressureição.

Se não nos encontrarmos antes, ver-nos-emos no meu dia. Num deles...


Não perdoem a despedida mas estou são de mais para estar aqui. E louco de normalidade é algo que nunca serei!
Até lá. Bilú. Bilú.




Terça-feira, Julho 08, 2003
Vivi dias dentro de água e escutava apenas o sal.
Vou voltar a esse silêncio e nadar até ao fundo, sem nada procurar.
Sentir as mãos ganharem vida e empurrarem as ondas até ao seu destino.
Vou entre elas, dentro da sua força desprendida.
E uma onda passará por cima da areia fustigada e
apagará as velhas pegadas que não levam a lugar nenhum.




Onde antes estava cego, agora consigo ver!




A mar o tigre

A mar o tigre ou o coelho
No trigo deitados
Encontrados aí
Como uma seara
Uma praia onde o tigre
Ou o coelho
Na vaga devagar
Se vai a mar encontrar
Em caminho
Um lugar


Parábola iniciática

Um velho místico contemplativo sentou-se um dia no alto de um monte. Ali se quedou durante semanas sem comer ou ceder a qualquer outra exigência do corpo. Num estado de magia contemplativa ali se sentou de olhos fechados. Ao cabo de algum tempo aranhas, louva-deus, besouros, escaravelhos, abelhas e vespas entre outros animais percorriam o corpo do místico picando-o, mordendo-o, incomodando-o e fustigando-o por várias formas. Ele, porém, permanecia imperturbável.
Um jovem pastor que ali apascentava o seu gado perguntava-se todos os dias porque deixaria aquele homem os bichos fazerem-lhe mal. E todos os dias se perguntava e todos os dias o místico era fustigado e assaltado e perturbado por todo o tipo de bichos. E assim se passaram semanas.
Um dia um velho místico passou pelo jovem pastor na solidão daqueles montes ermos. E o jovem pastor vendo o ancião não hesitou em dirigir-se-lhe com a sua pergunta:

- Senhor, porque deixa aquele homem que os bichos o mordam, piquem e lhe inflinjam sofrimento?

O ancião olhou o místico sereno, mesmo já passando ali meses, sentado impassível de olhos fechados e respondeu:

- Porque pode.

O místico, de olhos fechados, sorriu assentindo e o velho ancião seguiu o seu caminho.




Como sei eu tudo isto?

Como sei eu tudo isto? Tenho estado a aprender. Olho, olho muito para dentro dos Outros, estudo os Outros e vou na solidão em busca do Outro. Diónisos, pois. Poderia saber mais não passasse tanto tempo fazendo outras coisas. Coisas de que não gosto. Gostaria de poder, aliás, confessar que abomino. Mas não, apenas às vezes critico, é certo, mas nunca dando a entender o horror. E porque o faço? Porque o sinto ter de o fazer. Como algo de mim que aceita um chamado, algo que custa e que dói e que se deve cumprir. Sei que não sou livre. Aliás, sou um prisioneiro de mim mesmo. E acho nesse cativeiro o cumprimento de um sofrimento devido. Mas basto-me de energia e o tempo ainda dura. E custa-me, é verdade, a perspectiva das coisa pois as coisas são outros. A miríade infindável de ponto não mais são que algumas dezenas à minha frente. Quando me centro é tal a força do humano que sou então Cassandra emocional: tão bem vejo os outros, melhor mesmo que eles próprios mas nada disso eles sentem. Estou condenado ao despojamento da empatia. Mesmo na presença das mais belas almas profundas. Assim se cumpre a praga como paga do dom. Pois se os sinto como a mim, como haveriam eles de se sentirem em mim?
Como sei eu tudo isto? Tenho estado a aprender...




Serenamente

Sei reconhecer o sentimento como uma pepita num rio turbulento. Significado: treinei-me na arte de deixar pulsar a emoção entre os fios dos dias. Primeiro chamei-lhe filigrana do sentimento agora sei que fui tramado em teia. A metáfora mantém-se no artesanato, algum consolo.
O sentimento serve por isso de justificação a si mesmo e aos outros de si.
E a clareza que o sentimento me traz só é acompanhada pela profunda dor que com ele caminha, permanece e habita.

É natural que a dor venha nas suposições do dia dela, nas referências a um outro, que não eu. A atenção que se perde derramada sobre um outro objecto. Sinto vontade de parar de escrever agora e estender-me aos Fragmentos do Discurso... sobre a minha cama ou à escrivaninha...

É evidente que só o sentimento comanda. É evidente para mim, evidente. Tomei esse partido, como se toma uma fé. Sem memória nem causa. Depois o resto é bem-estar, mesmo em dor, quando se atinge o estado de se amar, serenamente, mesmo o outro que nos não quer.





Segunda-feira, Julho 07, 2003
No fundo da MAR...




Nos campos vive-se o som musicado das ervas e dos insectos
baloiçando-se no Verão sereno...





Adorei a imagem que se segue, sei de um certo Chapeleiro que também vai gostar...




descanso
feito
de sons leves
vem manso
deixa-nos
sonhar livres
as folhagens
a brisa
a cor da leveza




ParàMAR




é pequenina porque é uma menina recém-nascida, filha de quem tu sabes...


Enquanto a Lebre dormia uma sesta e o Ratinho dormitava também...

Fui atingido por um ébrio cometa dançante




E tudo voltará ao normal (passe o paradoxo) na Louca Festa de Chá

Vamos mas é por a Alice do Tom (ou o You are everything dos Lorries) e tomar o nosso chá pelos dias, a caminho do nosso destino.
Ao fim do dia (com o At the end of the day dos Dervish) deixemos voar então a Outra parte de nós...

...a Outra parte de nós...